menos

eu não tenho o que escrever aqui.

não tenho…

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Viseu

parece ser a mesma coisa a ter-me atingido. é cíclico. é sonâmbulo. é a solução perfeita para um problema imaginário. mas então como ele foi parar no plano da realidade?

*

caiu-me no colo. tenho que levantar a cabeça e visualizar o jogo antes de continuar, sem que me demore, ou a cinza das horas vai consumir (mais) essa possibilidade. eu tenho sono, eu tenho uma aspirina, eu tenho uma supremacia.

eu tenho o mundo em minhas mãos.

*

você envelheceu e ganhou rugas
eu continuei com dezessete.
você sentiu luxúria depois de vários
eu deitei-me aqui com uma.
você confiou em sua solidão
eu sobrevivi sozinho.
você disse que nunca poderia me amar
eu te despi do seu vestido.

Leonard Cohen, “Is this what you wanted”, 1974. não faz muito sentido agora, mas é bem-vindo.

*

cadê aquele cabeça de prego do Gabriel?

jantar

Desde que concluí o curso, assisti talvez a três provas públicas em Direito. Tinham todas um elevado grau de exigência e de hostilidade. Mas o que me impressionou foi a latitude com que os arguentes fazem considerações estranhas ao mérito académico. Ouvi mesmo um deles em inaceitáveis graçolas politiqueiras, em vez de discutir questões jurídicas.

É por isso que acredito piamente que um candidato (a qualquer grau ou estatuto) possa ser chumbado ou prejudicado por razões políticas. Os académicos são geralmente uma cáfila da pior espécie, e quando se juntam egos desmedidos e mesquinhices ideológicas, vaidades e vinganças, então a universidade é simplesmente um tribunal arbitrário e injusto.

Pedro Mexia, mais uma vez tirando as palavras da minha boca.