geografia

secretamente, a 316 Sul deixou de ser minha quadra preferida do Plano Piloto. mas a nova eleita não está longe, a apenas um quilômetro. como a 114 Sul é linda, de todos os ângulos.

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vinheta

só queria dizer que eu adoro a música das inserções da previsão do tempo do canal Rossiya 24. o projeto gráfico não é mais o desse vídeo, mas a música é.

cama e comida 2

emiti uma passagem em classe executiva da TAP para poder aproveitar os pontos do Victoria (não havia bilhetes na econômica) e fui de Lisboa para Munique, de onde fui levado para a Áustria, com um carregamento de palmito e farinha de mandioca para minha irmã e meu cunhado. essas delícias tropicais são das coisas que eles mais sentem falta por lá e dispensam maiores cuidados no transporte, como refrigeração ou embalagens ultra reforçadas: é só não fazer um pacote muito tosco que aguentam fácil. também levei pacotes de farofa pronta, uma vez que farofa é o oro.

já tinha estado lá no ano passado, então foi uma visita com menos novidades, mas é igualmente bom estar perto da família e em um lugar tão fera. conheci o castelo de Ambras, perto de Innsbruck, mais uma maravilha trazida ao mundo por uma família real – no caso, a mais legal de todas. achei mais uma garrafa de champanhe por 15 euros, preço de França, e, no mesmo supermercado, a duas prateleiras de distância, havia garrafas de cachaça Pitu por… 16 euros. ficamos com o produto francês, bien sûr.

em um jantar na casa da minha irmã, descobri que um casal de amigos dela, que morou um tempo na Geórgia, também é louco pela Borjomi, a melhor água com gás que já bebi na vida. ela tem um sabor que é difícil descrever, e adoraria encontrá-la por aqui; provei-a em Sochi e nunca a esqueci. um dia, quem sabe, importarei a Borjomi para o Brasil.

o frio tirolês me fez gastar 100 euros em um casaco da North Face, marca que, confesso, nunca foi das minhas preferidas. o lance é que esse casaco corta-vento era bem bonito, não me engorda e, principalmente, faz com que eu ignore a friaca que faz por volta dos cinco graus positivos, e até um pouco pior que isso. dizem que é um casaco que, com os devidos (e poucos) cuidados, dura a vida toda. a ver. com isso, conheci melhor Innsbruck e, no final do meu período na Áustria, cruzamos as Dolomitas de carro, rumo a Verona.

cama e comida 1

como disse há uns quarenta dias, tirei férias e fui viajar. ao contrário de duas das minhas três viagens anteriores, essa não tinha uma missão, era apenas descansar e conhecer, em qualquer ordem. e foi isso que aconteceu: aproveitei uma passagem da Royal Air Maroc para Lisboa, com escalas de quase 24 horas em Casablanca, na ida e na volta, por um preço excelente. parece que, na semana passada, a mesma passagem era vendida a menos de R$ 700, mas o valor que paguei, mais alto, continua ótimo.

o Marrocos, contudo, não me causou boa impressão. Casablanca é uma cidade suja com cerca de um prédio bonito: a mesquita, gigantesca e bela em termos de arquitetura. mas sou católico, então o apelo é, de certa forma, limitado. fui até lá, tirei fotos, vi a orla. e a beira do mar te faz pensar que há joias arquitetônicas de frente para o Atlântico… mas não. alguns chegam a ser cortiços, inclusive. o hotel, gratuito, é cortesia da Royal Air Maroc para escalas que durem mais que oito horas, como a minha, mas os arredores dele foram brilhantemente definidos pelo Cláudio como “centro de Taguatinga”. para quem é de São Paulo, as melhores partes de Casablanca, fora da orla, parecem as ruas mais feias da Bela Vista.

já me disseram (mais de uma pessoa) que Marraquexe é linda e talvez Tânger não seja de todo feia. mas Casablanca, com todo respeito ao Rick Blaine, é dispensável: além de visualmente desagradável, é perigosamente caótica, já que, quando você atravessa a rua, é um alvo vivo; ademais, os locais têm mania de passarem a perna nos turistas, como o taxista que levou a mim e a outros viajantes para um city tour e rodava sem parar, inclusive nos levando a lugares que não queríamos conhecer, como um shopping centre. aí não dá, né?

sobre a comida, tive poucas experiências, por conta do pouco tempo. vou dar uma de Glória Pires e não opinar.

em breve, voltarei aqui para falar de Áustria, Itália e Portugal.