cama e comida 1

como disse há uns quarenta dias, tirei férias e fui viajar. ao contrário de duas das minhas três viagens anteriores, essa não tinha uma missão, era apenas descansar e conhecer, em qualquer ordem. e foi isso que aconteceu: aproveitei uma passagem da Royal Air Maroc para Lisboa, com escalas de quase 24 horas em Casablanca, na ida e na volta, por um preço excelente. parece que, na semana passada, a mesma passagem era vendida a menos de R$ 700, mas o valor que paguei, mais alto, continua ótimo.

o Marrocos, contudo, não me causou boa impressão. Casablanca é uma cidade suja com cerca de um prédio bonito: a mesquita, gigantesca e bela em termos de arquitetura. mas sou católico, então o apelo é, de certa forma, limitado. fui até lá, tirei fotos, vi a orla. e a beira do mar te faz pensar que há joias arquitetônicas de frente para o Atlântico… mas não. alguns chegam a ser cortiços, inclusive. o hotel, gratuito, é cortesia da Royal Air Maroc para escalas que durem mais que oito horas, como a minha, mas os arredores dele foram brilhantemente definidos pelo Cláudio como “centro de Taguatinga”. para quem é de São Paulo, as melhores partes de Casablanca, fora da orla, parecem as ruas mais feias da Bela Vista.

já me disseram (mais de uma pessoa) que Marraquexe é linda e talvez Tânger não seja de todo feia. mas Casablanca, com todo respeito ao Rick Blaine, é dispensável: além de visualmente desagradável, é perigosamente caótica, já que, quando você atravessa a rua, é um alvo vivo; ademais, os locais têm mania de passarem a perna nos turistas, como o taxista que levou a mim e a outros viajantes para um city tour e rodava sem parar, inclusive nos levando a lugares que não queríamos conhecer, como um shopping centre. aí não dá, né?

sobre a comida, tive poucas experiências, por conta do pouco tempo. vou dar uma de Glória Pires e não opinar.

em breve, voltarei aqui para falar de Áustria, Itália e Portugal.

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