engarrafado

em 2016, graças ao Ivens, consegui, a preço de banana (uns 70 reais), uma garrafa de champagne Baron-Fuenté feita apenas com uvas pinot meunier, a menos famosa das três principais uvas com que um champagne pode ser feito (as outras duas, pinot noir e chardonnay, são bem populares). em fevereiro desse ano, por conta de uma ocasião especial, quis beber essa garrafa; procurei, procurei e não a achei.

fiquei inconformado, já que não sou de perder coisas e meu apartamento tem, se muito, 55 metros quadrados. não tem muito onde uma garrafa dessas se esconder. hoje, procurando uma outra garrafa de champagne, que veio em uma lata, vi que ela estava em cima de uma caixa… e era a da Baron-Fuenté. por não me lembrar que ela tinha vindo numa caixa, não a consegui achar antes: que vacilo!

o lado bom da história é que, semana que vem, tem champagne & caviar para alegrar a vida. depois conto como foi.

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mood

não sou grande conhecedor de música clássica: sem tempo para me dedicar ao assunto como ele merece, prefiro sintonizar uma boa rádio especializada e anotar as obras que me chamam a atenção. caminhando no parque hoje cedo, ao som da rádio Accent 4, de Estrasburgo, descobri uma peça para piano do Schumann, “Humoreske”. linda, maravilhosa. não prestei atenção quando o locutor falou o nome do(a) intérprete, mas vale a ouvida, qualquer que seja a versão.

como este blógue está em uma fase russa desde meados do ano passado, eis aqui uma com o Grigory Sokolov:

a versão com o Jacob Greenberg, disponível no Spotify, também é ótima. e, no mais, a Accent 4 é uma rádio excelente, tão boa quanto os melhores vinhos brancos de sua Alsácia natal.

Policarpo Quaresma resurrection

“qualé, cara, você precisa ser mais brasileiro”
“hein? como assim?”
“tem de acreditar em mais furadas. isso é um traço marcante da brasilidade.”
“hahahahahaha”
“florais, Tele-Sena, pais de santo, relacionamentos com mães solteiras, divindades aleatórias, planos econômicos do governo, Herbalife, carros chineses, mapa astral, ayahuasca… tantas possibilidades!”

(a partir de um solilóquio direcionado ao Eugênio)

как?

é estranho quando uma música em russo, língua que você não fala, exceto por sete palavras, faz mais sentido do que qualquer coisa do que você escute ao seu redor nos últimos dias. mas prefiro ver isso como uma pista sobre aquilo que o futuro me reserva.

Pantanal

recebi, uns dias atrás, a notícia de que a editora Abril anunciou que não vai mais publicar os quadrinhos da Disney, o que fazia desde 1950. tendo sido alfabetizado pelo meu pai e pelo meu avô materno, entre 1984 e 1985, com a ajuda dessas revistinhas, como costumava chamá-las na infância, só posso lamentar, e muito: gostaria de repetir a dose com meus filhos, quando eu os tiver, por mais ultrapassada que a ideia possa ser.

no mais, um casal de amigos queridos já me advertiu com frequência, ao longo dos anos, sobre a longa marcha da Abril rumo ao brejo. essa do fim dos quadrinhos da Disney é só mais uma em um monte de decisões equivocadas.