Le Mans

essa semana, um dos meus pilotos favoritos, o Dan Gurney, faleceu aos 86 anos. é legal quando um piloto sobrevive a toda a carreira e vive uma vida longa: histórias dos perigos e das loucuras pelas quais passou é que não faltam. Gurney nunca foi campeão de Fórmula 1, acho que nem de Indy, mas ganhou corridas em ambas (e na Nascar, e no Mundial de Endurance), inventou o banho de champanhe no pódio e várias peças aerodinâmicas – que foram, inclusive, parar nos aviões.

o FlatOut fez um grande texto sobre tudo isso, que vale a pena ser lido. e que trouxe, dentre outras coisas, uma informação que me deixou com os olhos vermelhos: Gurney foi ao funeral do Jim Clark, outro grande herói do automobilismo, e soube do pai deste que ele, Gurney, era o único piloto que seu filho temia.

mas o Dan Gurney fica, para mim, como ícone de uma geração de pilotos americanos (como Phil Hill e Mario Andretti, entre outros) que foi correr na Europa, cujo automobilismo é muito mais desafiador. um lance romântico, de encarar desafios novos (como fez o Fernando Alonso, no ano passado, mas ao contrário). de sair da zona de conforto, se é que existe zona de conforto para quem dirige a mais de 300 km/h. gosto de gente que teoricamente não precisaria fazer isso, mas o faz mesmo assim.

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