patacoada

ideia cretina de sexta à noite: mudar-me para Nova Orleães e montar um bar (ou só um blogue de drinks) chamado BOOZIANA. belo nome, não?

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mitos alimentares

depois de passar um bom tempo fora do Brasil, eis-me de volta a essa republiqueta sem-vergonha. a maior parte desse período foi vivida em França, onde descobri dois mitos alimentares sobre os locais:

– “francês não gosta de hambúrguer” – mentira. em Lyon, há dezenas de ótimas lanchonetes que fazem hambúrgueres deliciosos. metade deles costuma ser montada à americana, com queijo cheddar, bacon, molhos clássicos e coisas do tipo; a outra metade tem toques franceses (queijo chèvre ou reblochon, molhos locais etc).

– “francês não gosta de churrasco” – mentira. meu professor de francês e ídolo, mestre Jean-Jacques Chatelard, disse-me, certa vez, que os franceses não nutriam simpatia por esse “hábito bárbaro”, tanto que usam a palavra inglesa “barbecue”, ao invés de terem uma própria. pode até ser que JJC não curta churrasco, e ele tem crédito de sobra para ter esse tipo de opinião, mas a verdade é que os conterrâneos adoram um churrasco: minha despedida de Lyon e minha chegada em Nice foram, ambas, marcadas por churrascos. o que francês não gosta, na real, é do preço da carne (o quilo do contrafilé custa, em média, 22 euros num açougue lionês).