galeto

fui ao Paturi, restaurante de Guaratinguetá, enquanto estive na região para o Natal. apesar de o restaurante estar decadente desde o início deste século, com uma decoração do tempo em que o Ricardo Montalbán era galã em Hollywood, a comida permanece boa. os pratos com lagosta custam em torno de R$ 120, mas a boa opção é o coq au vin, a meros R$ 40: delicioso, feito como se deve. arroz branco é o acompanhamento padrão: embora purê ou batatas gratinadas sejam as escolhas clássicas, eu adoro pratos em que você molha o arroz no molho do prato principal, então nem reclamo.

mas que história é essa de um restaurante francês clássico ter uma carta de vinhos tão descuidada? porra, Paturi, precisa melhorar nisso também.

l’argent

vejo cada vez mais gente se referir a moedas pelo nome dos mandatários dos respectivos países. coisa de vários anos, que sempre achei ridícula mas sobre a qual nunca falei nada. agora, então, parece que 20 reais são “20 golpes”, 10 dólares são “10 obamas” e por aí vai. mesmo antes de se chamar “golpe”, essa mania, que pegou muita gente boa, já me parecia deprimente. agora, continua sendo, só mudou o nome.

da minha parte, se for para trocar o nome da moeda, prefiro “merréis”, “cruzeiros”, “contos” ou “pilas”, coisas de velho mas que guardam alguma associação com a moeda corrente de outrora, e não com seus mandatários. quem quiser usar o nome desses ou expressão que remeta à situação política atual, que use – não é minha intenção cagar regra sobre o vocabulário alheio. mas estou onde sempre estive: fora dessa.