escriba

no mês passado, o que mais fiz foi escrever. mas escrever profissionalmente, e num ritmo sinistro: continua a não sobrar vontade de aparecer por aqui. esse mês, complicações avessas à minha vontade, e que nada têm a ver com escrever profissionalmente, me impediram.

cada mês, uma desculpa.

mas darei um jeito de me forçar um pouco, até para não perder os registros desses dias tão estranhos, em que mesmo as coisas mais parelhas parecem tão diferentes.

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vai ter show do Wilco em SP. vi a banda em 2005, em uma das apresentações que mais me marcou, e quem estava lá se lembra bem: foi como reverter um placar de 3×0 para 5×3, numa final de campeonato, sem contar com o artilheiro do time (leia-se “sem ter tocado muita coisa do Summerteeth”), uma loucura que acabou às quatro da manhã. o problema é que, tirando a possibilidade de rever os amigos, não tem mais nenhum motivo para eu ir: não ouvi quase nada deles depois do “A ghost is born”, cruzarei com algumas pessoas que gostaria de evitar para sempre, ir para SP implica gastos. terei uns meses para pensar, mas é complicado.

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o dólar tem caído paulatinamente, entre as implicações da saída do Reino Unido da União Europeia e a diminuição do pessimismo quanto à economia local. o mercado de vinhos, por sua vez, não se beneficiará dessa queda, duvido muito que alguma das grandes importadoras passe a faca em seus preços. claro que aquela tributação feladaputa do final do ano passado não foi revista, mas o dólar já está ali a bem menos de R$ 3,50. esperem deitados, da mesma maneira que suas garrafas repousam na adega: não vai rolar.

em frente!

Ricardo Boechat segue sua marcha rumo ao posto de cara mais chato do Brasil. até troquei de aparelho elíptico na academia só para não ficar em frente à tevê sintonizada na Band News e não ter o desprazer de olhar para a cara desse mala todo dia de manhã.