bastidores

ontem, domingo, meu café da manhã foi uma coxinha do Jerivá. estava em Goiânia e voltei cedo para poder ir à manifestação na Esplanada durante a tarde.

já imaginava que a cassação seria aprovada na Câmara e torcia para isso. apesar de gostar do Bolsonaro, ele falou duas grandes merdas enquanto votava – fez referência a 1964 e falou do coronel Ustra. babaquice. como também foi babaca a cusparada que o Jean do BBB deu nele. os dois estão errados, simples assim.

chamou-me a atenção que a Bahia deu poucos votos (menos de 40%) favoráveis à cassação. não me surpreenderá se, depois da chatice do “nordestino não sabe votar”, repetida à exaustão nas últimas eleições presidenciais, apareçam agora com um “baiano não sabe votar”. saco.

Cunha é culpado e vai cair. depois da presidente, mas vai. infelizmente, Calheiros será o último a segui-los.

fiquei até 23h30 na Esplanada e saí alguns minutos depois do voto favorável 342, do Bruno Araújo. não ponho minhas mãos no fogo por político algum, mas ele mereceu a honraria: sempre foi oposição. não queria que um parlamentar do baixo clero, contrário à cassação por acaso, disparasse esse voto. mas não iria mudar nada, admito.

essa tensão política enche o saco: por diversas vezes, deixei de fazer algumas coisas que precisava e fiquei assistindo ao noticiário ou a sessões de votação. felizmente, a parte mais arrastada já passou. mas tenho um orgulho: não perdi nenhuma amizade e mal tive atritos com meus amigos, se é que tive, por causa de política. e eles estão de todos os lados no espectro político. pensem comigo: a Câmara é formada por Barbalhos, Malufs, Jeans do BBB, Alfredo Nascimento, Paulo Teixeira, Paulinho da Força, só ralé – é por essa gente que as pessoas estão-se dispondo a brigar com a família e a perder amizades? façam-me o favor. todos – e todos MESMO – estão cagando para a gente, e mesmo assim estamos brigando por causa deles. não. mil vezes não.

Michel Temer não resolverá os problemas do país, mas acho que a situação, pelo menos, vai parar de piorar. infelizmente, não sei se podemos esperar mais de qualquer um ou uma que esteja no poder. enquanto isso, o negócio é manter a sanidade e tocar a vida.

adendo: lembro, por oportuno, que sou monarquista. só devo lealdade à família real brasileira – e, mesmo assim, não àqueles pretendentes ligados à TFP. por mim, o ramo de Saxe-Coburgo e Bragança teria preferência sobre os ramos de Vassouras e Petrópolis. na república, quero que todos caiam, sem exceções.