estagnou

leio na Folha que uma sambista, cujo apartamento é decorado com imagens de Guevara e de Chávez, diz que seu gênero musical “é mais de esquerda”.

bem, eu nunca gostei de samba, salvo por algumas exceções – especialmente os Smiths Silvas: Roberto Silva, Moreira da Silva e o grande Bezerra da Silva. não gosto e acho, hoje, que o ritmo é o símbolo da estagnação cultural brasileira. por mais que hoje em dia eu ache o rock leviano, neguinho ainda tenta mudar. na música eletrônica, idem. no samba, cujos líderes desprezam o pagode (que é ruim, mas pelo menos é catchy e não se leva a sério), não há inovação desde quando? 1972? aqui no DF, a molecada vai tomar Antarctica e se esgoelar gritando “não deixe o samba morrer”, como já fazem há pelo menos 40 anos.

não basta ser uma chatice, tem de ser a mesma chatice. tipo a cantilena de esquerda que pregam por aí. a associação entre o samba e o socialismo é um raro exemplo de coerência desse último grupo, mas seria bom ter alguma renovação – até para o bem de quem curte essas coisas, que, sem perceber, fica igual àquele povo que só quer saber de Pink Floyd. na música clássica, pelo menos, ainda há renovação – é só olhar para o lado do cinema. e é anacrônico que justo a música erudita passe a impressão, por aí, de que seja “coisa de velho”.

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