guerras napoleônicas

li, agora há pouco, a coluna do Pondé na Folha de hoje. fala de “homens impermeáveis”, que, segundo ele, são aqueles que acreditam que não precisam de uma mulher para serem felizes.

consigo viver sozinho numa boa. mas sei que nunca será tão bom quanto viver com alguém que você ama. simples desse jeito. então, não sou impermeável, mas prezo muito o velho lance do “antes só que mal acompanhado” e já desencanei do tal do “amor romântico” no sentido comum que lhe é atribuído. estamos cansados de saber que é complicado ser simples, e essa é a explicação para tanta gente sozinha por aí, mas não para todos.

não é colocar a própria felicidade nas mãos de alguém, é saber que, sem essa pessoa, não será tão bom – e manter a(s) cabeça(s) no lugar. tem sido difícil nos entendermos, não? eu mesmo, por conta de um outro projeto, não tenho tentado tanto, mas isso não quer dizer que tenha perdido a importância.

precisaram de seis guerras para derrotar Napoleão. conseguiram. ele voltou, foi derrotado novamente, reorganizaram a Europa e a França, sempre permeável aguentou mais meio século de mudanças de regime. e isso porque, para a historiografia, aqueles eram tempos de paz. no final das contas, adiantou? pergunte aos franceses. pergunte, especialmente, se eles estão felizes, se colocam a felicidade e o amor nas mãos de outros, ou do governo, ou se só depende deles. porque eu não tenho a resposta, só continuo tentando achá-la.

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