jatos

sem muito o que dizer. só pra deixar uns pôsteres de filmes muito bonitos. ou umas contas legais no instagram.

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estagnou

leio na Folha que uma sambista, cujo apartamento é decorado com imagens de Guevara e de Chávez, diz que seu gênero musical “é mais de esquerda”.

bem, eu nunca gostei de samba, salvo por algumas exceções – especialmente os Smiths Silvas: Roberto Silva, Moreira da Silva e o grande Bezerra da Silva. não gosto e acho, hoje, que o ritmo é o símbolo da estagnação cultural brasileira. por mais que hoje em dia eu ache o rock leviano, neguinho ainda tenta mudar. na música eletrônica, idem. no samba, cujos líderes desprezam o pagode (que é ruim, mas pelo menos é catchy e não se leva a sério), não há inovação desde quando? 1972? aqui no DF, a molecada vai tomar Antarctica e se esgoelar gritando “não deixe o samba morrer”, como já fazem há pelo menos 40 anos.

não basta ser uma chatice, tem de ser a mesma chatice. tipo a cantilena de esquerda que pregam por aí. a associação entre o samba e o socialismo é um raro exemplo de coerência desse último grupo, mas seria bom ter alguma renovação – até para o bem de quem curte essas coisas, que, sem perceber, fica igual àquele povo que só quer saber de Pink Floyd. na música clássica, pelo menos, ainda há renovação – é só olhar para o lado do cinema. e é anacrônico que justo a música erudita passe a impressão, por aí, de que seja “coisa de velho”.

guerras napoleônicas

li, agora há pouco, a coluna do Pondé na Folha de hoje. fala de “homens impermeáveis”, que, segundo ele, são aqueles que acreditam que não precisam de uma mulher para serem felizes.

consigo viver sozinho numa boa. mas sei que nunca será tão bom quanto viver com alguém que você ama. simples desse jeito. então, não sou impermeável, mas prezo muito o velho lance do “antes só que mal acompanhado” e já desencanei do tal do “amor romântico” no sentido comum que lhe é atribuído. estamos cansados de saber que é complicado ser simples, e essa é a explicação para tanta gente sozinha por aí, mas não para todos.

não é colocar a própria felicidade nas mãos de alguém, é saber que, sem essa pessoa, não será tão bom – e manter a(s) cabeça(s) no lugar. tem sido difícil nos entendermos, não? eu mesmo, por conta de um outro projeto, não tenho tentado tanto, mas isso não quer dizer que tenha perdido a importância.

precisaram de seis guerras para derrotar Napoleão. conseguiram. ele voltou, foi derrotado novamente, reorganizaram a Europa e a França, sempre permeável aguentou mais meio século de mudanças de regime. e isso porque, para a historiografia, aqueles eram tempos de paz. no final das contas, adiantou? pergunte aos franceses. pergunte, especialmente, se eles estão felizes, se colocam a felicidade e o amor nas mãos de outros, ou do governo, ou se só depende deles. porque eu não tenho a resposta, só continuo tentando achá-la.

liame

ontem, Hugh Hefner saiu do armário e ficou decidido que a Playboy americana não mais publicará fotos de moças peladas.

hoje cedo, um dos grandes ladies’ man brasileiros (mas casado há 47 anos com a mesma mulher), Luís Carlos Miele, teve um ataque cardíaco fulminante e faleceu.

não sei vocês, mas eu vejo uma relação entre as duas coisas.