vai!

ainda quero fazer isso na vida e não precisa ser para a Tailândia.

Após bebedeira, amigos ingleses terminam em avião rumo à Tailândia

Na última sexta-feira à noite, Phillip Boyle e Jamie Blyth, ambos com 33 anos, se reuniram para tomar algumas cervejas sem muitas pretensões em um pub perto de suas casas. A diversão acabou se estendendo por toda a madrugada e, na manhã seguinte, ainda sob os efeitos do álcool, Boyle foi acordado por Blyth com uma ideia inusitada: por que não ir para a Tailândia naquele exato momento?

“Eu estava de ressaca e Jamie apareceu me perguntando se eu estava com meu passaporte à mão. Ele queria viajar para a Tailândia naquela hora, para encontrar com alguns amigos que estavam em Pattaya”, contou Boyle ao jornal Teesside Gazette, que cobre a região da cidade de Middlesbrough. “Eu pensei que fosse uma brincadeira, mas logo estávamos em um táxi rumo ao aeroporto”.

Usando uma sacola de supermercado para carregar poucas peças de roupas, os amigos conseguiram comprar, no mesmo dia, passagens aéreas para Pattaya, um dos balneários da Tailândia mais populares entre turistas europeus e a mais de 11 mil quilômetros de distância de Middlesbrough. A jornada durou cerca de 18 horas, com uma escala em Abu Dhabi.

Após passar os últimos três dias curtindo o sol, as praias e as piscinas de uma das regiões mais lindas da Tailândia, Boyle (que é executivo de uma empresa) e Blyth (que trabalha na área de construção civil) estão retornando hoje para a cinzenta Middlesbrough.

“Era uma ideia impulsiva que tinha tudo para dar errado, mas que acabou dando certo”, contou Boyle ao Teesside Gazette.

pagoda

duas semanas atrás, era segunda-feira à noite e eu acabara de sair da aula de inglês quando lembrei que precisava sacar dinheiros para pagar a dods. passei na loja de conveniência do posto da 313 Sul e, enquanto esperava o caixa me entregar a grana, ouvi alguém falando em inglês. olhei para trás e vi uns orientais. a máquina terminou seu serviço e eu me virei para tomar o rumo de casa, mas percebi que o oriental, com a família a tiracolo, sofria para se fazer entender com o atendente da loja.

resolvi interceder e perguntei se podia ajudar. num inglês bem sem-vergonha, o cidadão explicou que queria saber o que ia naqueles sanduíches de posto (aqueles triangulares, feitos de pão de forma, com gosto de vácuo). li os rótulos para ele e ele quis saber se tinha algum de frango. ofereci um de peito de peru e ele disse “não, peru não”. perguntei o que ele comia, respondeu que poderia ser frango ou porco, mas peru e vaca não rolavam. peguei um de presunto e queijo e ele gostou da ideia e agradeceu.

curioso, perguntei de onde eles eram… e ele me disse que é de Mianmar. pois é, uma família birmanesa na loja de conveniência da 313 Sul. estavam vestidos como aquela galera das filas da sopa da Grande Depressão – agasalhos de moletom surrados, calças jeans no mesmo estado… e o cara era diplomata! disse que moravam ali perto e que chegaram ao país há seis meses, depois de um período na Rússia. ele perguntou se eu conhecia o país, falei que gostaria de conhecer Mandalay e conheço o poema do Kipling que tem a cidade no nome. não mencionei que também sei que um dos gênios da raça do pop, Nick Drake, nasceu lá – até porque sei lá se a junta militar permitia música ocidental. quando mencionei a Aung Suu Kyi, ele fez uma cara estranha e eu entendi o recado. por fim, passei meu número a ele e disse que, se ele precisasse de ajuda com algo, ou quisesse conhecer a cidade, era só dar um toque.

e agora eu descobri que tenho vizinhos da Birmânia, e é isso.

fuzz

na semana passada, conversando com um amigo, meu mestre na Ciência Política, ele disse que algumas consultorias que fazem monitoramento político para empresas, especialmente estrangeiras, subiram de 20 para 30% o percentual de probabilidade de cassação do mandato da czarina. a conversa foi no dia em que a “lista do Janot” foi entregue ao STF e três dias antes de o rol de denunciados ser divulgado. e, nunca é demais lembrar, cinco dias antes do panelaço.

a despeito disso, e, concordando com o próprio mestre, não vejo, até agora, chances de a doidivana perder o mandato. entretanto, uns dias depois da conversa, tive uma evidência fortíssima de que, sim, ela pode ser cassada: eu estava no Carrefour da 402 Sul e começou a tocar “Alegria, alegria”, do Caetano Veloso. como vocês sabem, da última vez em que essa música tocou, teve impedimento de presidente. é a única coisa, até o momento, que sugere que os dias da czarina estejam contados. quanto ao restante, nada no bolso ou nas mãos.

Le Creuset

domingo à noite, estava eu na cama, procurando alguma coisa inútil na internet, quando ouvi barulhos de buzinas e de panelas batendo. como qualquer pessoa equilibrada, pensei “quem são os %¨$%¨&@%&$¨&¨@$% que estão fazendo barulho a essa hora?”. minutos depois, uma mensagem do Estêvão no whatsapp perguntava quem tinha participado da cacofonia, organizada em protesto contra a czarina. nesse momento, passei a amar os paneleiros. no dia seguinte, soube que gritavam, noutras paragens, xingamentos contra a czarina. de “incompetente”, “mau caráter” e “ladra”, tudo bem. mas aqueles relativos à vida (?) secsual dela não dá. feita essa ressalva, domingo estarei nos protestos do DF, especialmente porque não há prédios residenciais perto do Congresso Nacional e dá para fazer barulho. tenho sérios problemas com quem acha que existe justificativa para interromper o sono de alguém: não interessa se a casa estiver em chamas, deixem-me a tostar adormecido. a faixa para o evento já está pronta, qualquer dia posto uma foto dela aqui.