magiar

colocaram um vilarejo inteiro à venda na Hungria. ou aluguel por diária, você escolhe. daria um belo exílio, umas férias interessantes. quem sabe, um bom ambiente para um conto ou outra aventura literária – embora, do tamanho que o lugar é, não creio que dê para um romance.

alguém aí já tem planos para as próximas férias?

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fila andando

Noivo tem ataque epilético no altar e noiva se casa com convidado

Uma noiva indiana se casou com um convidado do seu próprio casamento depois que o ex-futuro marido teve um ataque epilético no altar e desmaiou. Segundo o jornal “The Times of India”, o noivo, Jugal Kishore, 25, não havia revelado ser epilético à noiva, Indira, 23, e à família dela. Ele caiu em frente aos convidados quando se aproximava dela.

Enquanto Kishore era levado ao hospital, Indira, furiosa, decidiu trocar de marido. Pediu a um homem da família do cunhado, que era convidado da cerimônia, que se casasse com ela. O convidado concordou. Segundo o jornal, a recusa da noiva em se casar com o pretendente inicial indignou outros presentes na cerimônia, que arremessaram talheres e pratos para forçá-la a rever a decisão.

O incidente ocorreu na cidade de Rampur, no Estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia. Ao retornar do hospital, Kishore pediu a Indira que mudasse de ideia, argumentando que seria alvo de chacota de amigos e parentes se voltasse para casa sem a noiva, mas ela se recusou.

Um porta-voz da polícia local, Ram Khiladi Solanki, disse à BBC que Kishore e sua família fizeram boletim de ocorrência. “Mas, levando em conta que a noiva está casada agora, o que se pode fazer? Então as famílias resolveram a questão e retiraram o caso da polícia”, disse.

cardinal

eu adoro Brasília. em abril, completam-se dez anos do meu exílio, completamente voluntário, no Plano Piloto. adoro a cidade e não posso deixar de assinar embaixo desse texto do Marcelo Madureira para “O Antagonista”, em que ele fala dessas paragens:

Atravesso o carnaval em Brasília. Meus sogros e cunhados moram aqui há muitos anos, pode-se dizer que são pioneiros da capital federal. Escondido em algum lugar do Lago Sul, cercado de livros, filmes e crianças, escuto ao longe os ecos da folia Momo. Trancado no escritório, os sambas que vêm da televisão, na sala, perturbam a minha leitura. E pior, assim, ao longe, se parecem todos rigorosamente iguais.

Domingo de manhã, acordo cedo e pego o carro do sogro emprestado. Circulo por uma cidade deserta. Deserta e morta. Ou será moribunda? Passando em frente do Palácio do Planalto o meu sentimento é de melancolia e solidão. Dois Dragões da Independência fingem tomar conta de uma casa arrombada. O Palácio do Itamaraty, decadente, mostra o seu espelho d’água seco, parece uma teta cansada. O Congresso Nacional, com seus anexos, cresce feito uma favela. O Senado Federal, cujo orçamento é maior que muitas das grandes cidades brasileiras, é uma excrescência. Tem nutricionistas, engenheiros, gráficos, ascensoristas e uma milícia própria cujo salário inicial é de 18 mil reais.

Brasília não existe. Brasília é um abstração. E visto aqui, do Planalto Central, o Brasil também é uma outra abstração. Brasília e o Brasil vivem uma contradição. Um não representa o outro.

Concluo que a construção de Brasília foi um imenso equívoco. Da construção de Brasília vieram as empreiteiras, o corporativismo dos funcionários públicos sem vocação, os gastos públicos descontrolados, as mordomias, a inflação, o patrimonialismo sem fronteiras. Não é à toa que Brasília tem a maior renda per capita do país.

Brasília me lembra também o caso Ana Lídia. Em setembro de1973 uma menina de sete anos foi sequestrada, torturada, estuprada e morta em 1973. O caso nunca foi solucionado. Entre os principais suspeitos,estavam Alfredo Buzaid Jr., o Buzaidinho, filho do então ministro da Justiça, Eduardo Ribeiro Resende, o filho do então líder da Arena (partido da situação), o senador Eurico Resende e, last but not the least, Fernando Collor de Mello, à época com 24 anos. Collor de Mello é ex-presidente impichado e atual senador da República.

Brasília é a capital federal da impunidade.