Capadócia

um amigo (que lê isso aqui e não será nomeado) formou um grupo no Whatsapp com os formandos da faculdade e, depois de pedir-me autorização, fui adicionado a ele.

é uma sensação estranha: já vão onze anos desde a graduação e não tenho contato com a maioria da turma. com alguns, como o dono do grupo e o Eugênio, nunca parei de falar. com a maior parte dos demais, nunca tive grande intimidade nem muito papo, já que estudei Direito a contragosto e não estava nem aí para nada. por isso, “revê-los” traz algo de esquisito. isso faz mal? não. dá assunto para uns posts e, com sorte, provoca algumas risadas no grupo.

pensando bem, tem algo de Proust nisso, com o perdão da loucura que é falar de um autor que ainda não li.

prataria

o tornozelo está melhor. dói pouco, mas, em termos visuais, continua uma assombração: a lateral externa do meu pé direito está roxa que só e continua sob tratamento. mas, como disse ontem, acho que vou sobreviver. aliás, o maior risco a isso tem sido o calor: Brasília nunca foi uma Chamonix, mas os últimos dias estão de torrar. qualquer coisa.

*

quem eu não acho que vai sobreviver, no entanto, é o ministro da Fazenda. desde antes de esse governo começar, acho que ele não chega à metade. depois das primeiras medidas, então, acho que pode até sair antes – mas, por ora, mantenho o prognóstico.

goomba goomba

ontem, torci o tornozelo na academia. estava correndo, o piso não estava encaixado, havia uma tira solta bem no caminho do meu pé direito. não caí com a torção, mas, de tanta dor, joguei-me no chão e fiquei na sofrência. o treinador foi lá ver o que era, tirou meu tênis, mexeu em alguma coisa e eu me retorcia de dor, o que era visível na minha cara. mesmo assim, ele perguntou “tá doendo?”. disse “claro que tá”. um minuto depois, o cretino voltou a perguntar se estava doendo e eu quis um taser para acertá-lo: não conseguia nem me levantar e o cara ainda tem dúvida se dói?

o tornozelo direito ficou o dobro do tamanho do esquerdo e eu não fiz nada sobre isso, segui normalmente. o dia passou e a dor piorou, então, chegando em casa, gelo nela. hoje cedo, a dor era bem menor, apliquei mais uma compressa de gelo mas não fui ao médico, como planejara: e a preguiça de recepção de hospital? felizmente, o pior já está passando e eu acho que sobreviverei sem sequelas.

só podia, mesmo, era parar de mancar.

gororoba

menos panqueca e mais torresmo para os presos, por favor: é pelo bem da sociedade.

Presos recusam carne ao molho e fazem motim por mais fritura, em RO

Detentos do Centro de Ressocialização Cone Sul em Vilhena (RO), município distante 700 quilômetros de Porto Velho, realizaram um motim no último domingo (4) e queimaram colchões por conta da alimentação servida na unidade penitenciária. De acordo com a Polícia Civil, o tumulto começou durante o horário do jantar, quando 220 presos se recusaram a receber as marmitas e alegaram que não queriam mais comer carne ao molho, cozida e moída. O incidente foi divulgado pela Polícia Civil nesta terça-feira (6). A empresa que fornece alimento para a unidade informou que os presos pediram mais frituras nas refeições.

Segundo a direção da unidade, após recusarem a comida, os presos de cinco celas iniciaram um principio de rebelião, ateando fogo em colchões, lençóis, toalhas e garrafas pets no corredor do complexo penitenciário. “A gente já havia chamados uns presos para conversar antes da bagunça começar. Comprometemos-nos a chamar a empresa de alimentação para conversar, visto que eles alegavam não querer mais a carne servida. Mesmo após a conversa, um grupo de detentos iniciou bagunça na cela”, explica Paulo Ferreira, diretor do Centro de Ressocialização.

Entre as principais reclamações dos presos na noite de domingo, de acordo com a Polícia Civil, estava relacionada à carne servida atualmente nas marmitas. “Eles reclamaram da maneira como a estas estavam sendo produzidas”, afirma o diretor. Após os detentos colocarem fogo nos colchões, os agentes penitenciários conseguiram pegar um hidrante para apagar e fazer o resfriamento das celas.

A direção esclarece que não foram todos os presos que participaram do motim e sim um grupo isolado. Ainda de acordo com o diretor, como os colchões queimados eram do estado de Rondônia, os detentos que fizeram a insubordinação não vão receber mais colchões. “Se eles queimaram é porque não estão precisando. Eles terão colchões somente quando a família trouxer”, ressalta Ferreira.
O Centro de Ressocialização Cone Sul registrou um boletim de ocorrência no final da tarde de segunda-feira (5), solicitando perícia técnica na unidade. Os presos que participaram do tumulto vão responder por dano ao patrimônio público.

Nesta terça-feira (6), a nutricionista e proprietária da empresa responsável pela distribuição das marmitas se reuniu com seis presos para definir um novo cardápio. No encontro, os presos pediram para que não fosse servido mais strogonoff, nhoque, panqueca ou creme de milho, pois eles não gostam. De acordo com Lucineia Kosloski, o grupo queria a substituição por frituras. “Eles queriam mais carne frita, mas isso nós não podemos atender totalmente, visto que gordura demais não é bom para a saúde. Uma das ideias dadas por eles foi inserir torresmo. Isto não tem problema”, explica a nutricionista, que disse ainda que o novo cardápio deve ser entregue já na próxima semana.

(notícia trazida até aqui pelo Otto)