cápsula

What do you look for when you’re deciding what drink to make for someone?

CF: First of all, I’ll assess how old you are, which tells me if you’re going to like things relatively sweet or dry. Secondly, I look at how you dress and if you’re here for business or more casually—that gives me an indication of the strength of the cocktail. I can often tell if you’re meeting a woman or a man and if it’s a romantic encounter. I’m looking at the watch and shoes you’re wearing. If you’re a lady, the garnish I’ll use is directly proportional to what color dress you’re wearing. The business I’m in is haute couture.

achei legal essa entrevista do Colin Field, bartender do Ritz de Paris. nunca pisei solo francês, mas espero estar lá na reinauguração do hotel e beber algum coquetel feito por ele.

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mobília

fui à Torre de TV (a analógica) atrás de uma estante para abrigar meus livros e terminei encomendando uma sob medida. só falta definir onde ela vai ficar, mas é capaz de ficar do lado da minha cama, lugar onde costumo ler. de quebra, encontrei meu amigo Cláudio Bull encomendando uma mesa, almoçamos na praça de alimentação ali do lado e trocamos umas ideias sobre arquitetura e música.

à noite, foi a vez de comer bem, sem sair da dieta: fui ao Toro, na 104 Sul, e foi bem bom. recomendo, para quem não for beber vinho, o chá gelado da casa. numa mesa próxima, um cara e três mulheres secavam, sem qualquer dignidade, a sexta garrafa de espumante: carregando no sotaque goiano, falavam alto, cantavam todo o chart sertanejo (mais duas da Kate Perry), fofocavam sobre os outros e prometiam abalar a noite brasiliense.

e daí?

ano passado, aproveitei bastante a tal da sexta-feira negra do comércio: comprei uma boa adega, uma máquina de café, um telefone sem fio, e, para minha mãe, um iPad. esse ano, além de não ter muita coisa que eu queira (um sapato seria legal, mas, quem disse que tinha um bonito?), parece que ninguém pilhou em dar descontos grandes. resultado: comprei umas garrafas na Cerveja Store e foi só.

menu

abriu um restaurante novo perto da Telerj. na verdade, uma filial de uma rede de quilos conhecida, mas com algumas diferenças: a principal delas é que tem rolinho primavera e guioza todo dia. como fã número um de guioza, gostei muito disso e me planejei para comer lá quando um dia livre de dieta chegasse. enquanto isso, comia outras coisas nesse restaurante, dentro do que sou permitido.

ontem fui pagar a conta e a moça do caixa me indagou se sou da Telerj ou de algum outro órgão público. perguntei o motivo e ela respondeu que funças têm desconto. decidi nunca mais voltar lá: se precisam apelar a esse ponto, é sinal de que não confiam na própria qualidade.

penetra do dia

viva o esculacho nas altas rodas…

Estudante penetra consegue assistir à coroação de rei na Espanha

Como é que um universitário de 20 anos, com cara de bebê, desliza para a cerimônia de coroação do novo rei da Espanha, se faz passar por assessor do governo, supostamente intermedeia uma lucrativa transação de negócios e evita congestionamentos de trânsito usando falsas luzes policiais em seu carro? Essa é a questão que membros dos serviços de segurança espanhóis estão se perguntando depois que o estudante, Francisco Nicolás Gómez Iglesias, foi detido na semana passada e rapidamente ganhou proeminência como o mais notório penetra do país.

A perturbadora resposta foi que ele o fez falsificando documentos da polícia e do serviço secreto e fingindo deter diversos postos no governo e outras posições oficiais, de acordo com a polícia nacional da Espanha. A juíza encarregado do caso, Mercedes Pérez Barrios, ficou tão incrédula quanto muitos outros espanhóis diante das dimensões da vida dupla de Gómez Iglesias.

Em seu relatório, ela escreveu que não conseguia “compreender como um jovem de 20 anos, usando apenas sua palavra e aparentemente sua identidade real, conseguiu acesso a conferências, lugares e eventos sem que seu comportamento alarmasse ninguém”. A detenção de Gómez Iglesias gerou debate sobre os lapsos de segurança da Espanha, país que emergiu apenas recentemente de décadas de assassinatos e atentados a bomba pelo movimento separatista basco ETA.

Também destacou a importância das conexões pessoais na elite espanhola, já que Gómez Iglesias ao que se sabe teria usado seu contato com um secretário de Estado a fim de ganhar acesso a executivos importantes. Uma das violações de segurança mais preocupantes aconteceu em 19 de junho, quando Gómez Iglesias esteve entre os convidados que cumprimentaram o novo rei, Felipe 6º, no palácio real espanhol.

Catalina Hoffmann, empresária que estava ao lado de Gómez Iglesias quando ele conheceu o rei, na segunda-feira negou informações de que tivesse sido a responsável pela inclusão do nome dele na lista de convidados. Gómez Iglesias, conhecido entre seus amigos pelo apelido Frankie, vem sendo chamado de “pequeno Nicolás” pela imprensa espanhola, em referência a uma série de romances franceses sobre um menino sempre envolvido em travessuras.

Gómez Iglesias não foi localizado para comentar, e não fez declarações públicas desde que deixou a prisão na sexta-feira passada, para aguardar julgamento em liberdade. A imprensa espanhola reportou que sua família ficou em choque com a detenção, e alegou que ele devia ter sido alvo de uma tramoia. Com seu ar inocentes e suas roupas de estudante arrumadinho, Gómez Iglesias parece um universitário modelo, e de fato é aluno do Colegio Universitario de Estudios Financiero (Cunef), uma das principais escolas de finanças de Madri.

Mas em lugar de passar a maior parte de seu tempo nas carteiras da universidade, Gómez Iglesias preferia almoçar com importantes executivos e políticos, e chegou a acompanhar um grupo deles ao camarote VIP do Real Madri no estádio Santiago Bernabeu. Ele também dizia ser assessor do governo e ocasionalmente agente do serviço secreto, de acordo com a revista espanhola “El Confidencial”, que revelou o caso.

Gómez Iglesias também recebeu cerca de € 25 mil, ou US$ 32 mil, de um empresário por ajudar a intermediar uma transação imobiliária, servindo como assessor do governo, de acordo com relatório da juíza. Para emprestar maior credibilidade à sua vida paralela, Gómez Iglesias ocasionalmente alugava carros com motorista, quando não usava luzes e placas policiais falsas em seu carro, de acordo com a mídia espanhola.

Acredita-se que ele tenha usado seu contato com Jaime García-Legaz, secretário de Estado espanhol para o comércio e antigo professor da Cunef, como forma de penetrar nas fileiras da elite conservadora espanhola. García-Legaz admitiu que conhece Gómez Iglesias, mas disse a “El Confidencial” que cortou contato com ele 18 meses atrás depois de ser informado por um amigo de que o jovem havia usado seu nome como referência para ganhar acesso a executivos de negócios.

As aventuras de Gómez Iglesias como penetra chegaram ao fim quando ele tentou ir a uma festa na embaixada dos Estados Unidos e aprofundar seu relacionamento com a casa real espanhola, de acordo com reportagens na mídia espanhola. A polícia da Espanha então começou a investigá-lo, o que resultou em sua detenção na semana passada.

nota triste

com algum atraso e uma certa tristeza, constatei, ontem, que o Nations Bar, na 307 Sul, fechou. já fazia um tempo que eu não ia lá, mais de ano. era o melhor lugar para coquetéis em Brasília, e eles ainda eram baratos. não era perfeito (não tinha spritz, por exemplo), mas era muito bom. não me arrisco a dizer o motivo do fechamento, mas é da vida dos bares fechar antes de cinco anos – a menos que se tornem clássicos, como o Beirute ou o Schloss. pode ter a ver com aluguéis: o Salomé, ali ao lado, também fechou, e uma farmácia, no bloco acima, idem. de toda forma, é mau para a cidade.