sudoku

subindo a 303 Norte, no carro, lembrei de uma viagem que quero muito fazer. quero tanto que tenho um bloqueio quanto a isso e nunca a faço. e ativo o modo Manuel Bandeira, a vida inteira que podia ter sido e que não foi (tosse, tosse, tosse). e invento desculpas para não tomar o xarope e viajar para onde quero. é o bloqueio.

estaciono e desço quatro blocos da comercial para me purgar por meio de batata-doce. a viagem continua na cabeça. subo as escadas, e, quando chego ao térreo, outra viagem me espera. só que eu não esperava dar de cara com essa viagem e o bloqueio vem ao meu socorro.

socorro.

vou para outra prateleira, outra gôndola. a viagem que podia ter sido e não fui. mas não estou numa farmácia, não há xarope à venda… e a xaropice continua. o poema do Bandeira havia dado lugar a uma partida de sudoku, que, agora, dá lugar a uma dose de mezcal – que não é xarope, nem é cura para nada.

pego a batata-doce, pago, contemplo a vista e subo a quadra, sem saber para onde ir nas férias. e não tem agente de viagens que me convença desses dois destinos que tanto quero…

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