linha cruzada

a czarina não foi até a Assembleia-Geral da ONU defender o diálogo com o Estado Islâmico e outros grupos terroristas?

pois, então: há um terrorista no hotel St. Peter, no Setor Hoteleiro Sul. ela que dê o exemplo e vá dialogar com ele.

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Bataclan

hoje, no almoço, provei um dos vinhos mais desejados do Brasil, o tal Pêra-Manca. e foi o tinto, aquele que, mesmo em promoção, nunca custa menos de R$ 500. gostei, mas um Brunello di Montalcino básico, por um terço do preço, te dá o mesmo prazer. ou até uns portugueses que custam um décimo desse vinho – quando lembrar de algum, especificamente, falo aqui.

mas enfim, dizem que vinho dá status aqui, né? que agrega valor ao camarote, coisas assim… azar de quem só quer beber bem.

mad sounds

o final de semana já havia sido atípico, para o bem. a semana começou complicada por conta da quebra da rotina, mas você achou que daria conta. não deu, porque o que mais queriam era quebrar sua rotina. e não foi articulado, foi espontâneo e de todos os lados.

e foi assim até agora há pouco: tudo que podia me quebrar a rotina de que eu tanto precisava, quebrou. estou sem saber o que pensar de nada, com um mau humor crônico e sem muitas esperanças no que quer que seja. pode ser que eu meramente esteja a colher o que plantei. duro será decidir se isso é uma safra boa ou ruim.

até para escrever isso está sendo custoso, não estou planejando a próxima frase. queria continuar e falar mais sobre isso, mas o que dizer? nesse caso é sentir, sentir, sentir. não sinto como se pudesse explicar o que está se passando.

seria bom que amanhã (terça-feira, 9 de setembro – sem sentido figurado) fosse um dia mais tranquilo.

yin-yang

costumo dormir por volta da meia-noite. ultimamente, uma onda de cansaço e a readaptação à dieta têm-me feito deitar antes disso, umas 23h15 ou algo assim. hoje, por conta de compromissos à tarde, me vi obrigado a acordar 45 minutos mais cedo e adiantar tudo que tenho a fazer antes deles, para caber tudo no dia. dormir cedo cairia bem, mas comecei a ver o jogo do mestre Federer no segundo set, quando ele apanhava do Gael Monfils, francês marrento que gritava horrores a cada ponto mais disputado – e foram vários.

dois sets a zero, o suíço com o físico já abaixo do auge, o cenário mais provável apontava para um 3×0 pro Monfils – que não tinha perdido nenhum set no US Open 2014. mas o grande Roger Federer ganhou o terceiro sem sobras e, no quarto set, o jogo continuava disputadíssimo. até que no décimo game uns erros não forçados do Federer, que sacava, deixaram Monfils com 15/40 e dois match points na mão. perdeu os dois, o suíço levou o game e quebrou seu saque no seguinte, fechando em 7/5.

e tudo isso num tênis de altíssimo nível, gritos e tensão dos dois lados, aquela vibe fantástica que só o US Open tem. o querido Jonas prefere Wimbledon e eu respeito isso, mas acho que tem algo especial no torneio novaiorquino e que faz dele meu favorito. não sei dizer. só sei que, no quinto set, o Monfils sentiu a perda dos match points no quarto e desmoronou mentalmente. macaco velho que é, Federer sentiu isso e já saiu quebrando o saque de novo, fechando o jogo com mais facilidade, quando já era 0h40 na Asa Sul.

dormi menos, mas até que não estou com sono. melhor: assisti a uma aula de tênis entre o melhor jogador da história e um sujeito que só não ganhou por (ainda) não ter o sangue frio de quem domina a parada.