WTF

dez e meia da noite, estava eu no conforto da minha cama e começo a escutar um barulho lá fora. música e gritos de “woooo!”. não entendi nada. passaram-se uns cinco minutos e a coisa continuava, então levantei-me e fui à janela ver o que era. surpresa: era um (cof, cof) ônibus-balada, com o insosso nome de Walking Party. tentei imaginar-me dentro dele, sofrendo para curtir uma festa enquanto aquilo faz curva – ainda que ele pareça andar bem devagar.

ideias de jerico nunca estão em falta, não é mesmo?

prateleira

ainda sobre livros: então a Amazon Brasil finalmente começou a vender livros físicos. como alguns amigos já externaram, preço bom é legal, mas ver sebos e livrarias pequenas minguarem é paia em uma intensidade dez vezes maior. não costumo comprar lançamentos: não por questão de princípio, mas porque não acompanho o mercado editorial tão de perto e só vou descobrir as edições depois de um tempo. e, com raras exceções, compro tudo nos pequenos livreiros que abastecem a Estante Virtual – principalmente por causa do desespero que me dá ao ir numa livraria e querer levá-la quase inteira para casa.

e vou continuar assim: nada contra as grandes livrarias, mas tudo a favor das pequenas, que têm preço tão bom quanto e uma oferta quase tão farta quanto – basta pesquisar. só é pena que minha livraria favorita, a Bertrand do Chiado (que não é exatamente uma livraria pequena), esteja tão longe desta Asa Sul.

estante virtual

uma das coisas legais da internet é ver que existe um monte de blógues de adolescentes e universitários sobre literatura. já vi muita página de gente jovem resenhando, discutindo e comentando livros. não vou entrar no mérito da qualidade das leituras: pode ser “Crônicas de Nárnia”, “O apanhador no campo de centeio”, Paulo Coelho ou qualquer outra coisa, de verdade. porque alguns ali – uma parte pequena, mas que existe – chegarão a conhecer livros ainda melhores e, no processo, descobrirão as coisas legais que decorrem da leitura.

o que nos leva a um trecho de um texto do Pedro Sette Câmara que o Jonas da Galoucura me indicou e que transcrevo abaixo:

Eu não gostava quando diziam que eu “gostava de ler”. Essa expressão não faz muito sentido. Você pode até gostar de ler alguma coisa antes de dormir, procurar esse tipo de entretenimento, tudo bem. No meu caso, e no de muita gente, o que havia era interesse por assuntos, e para abordar esses assuntos era e é preciso ler. Se fosse possível beber as obras de Pascal em vez de lê-las, eu as beberia. Lembro bem de pensar que não faria sentido dizer que eu gostava dos livros de Viktor Frankl, que li bem garoto: o que ele discutia era tão relevante, que apreciar a leitura era secundário.

talvez a expressão “gostar de ler” não faça sentido, mas não tenho certeza. mas, qualquer que seja a motivação, é bom ler. e que a ampliação do acesso à literatura não a torne banal aos olhos das novas gerações.

kabuki

já tem um tempo que deixei de ser louco pelos últimos lançamentos de equipamentos eletrônicos. de celulares acho que nunca fui. mesmo assim, em 2009 troquei a TIM pela Vivo e, nessa mudança, comprei um iPhone 3G. no ano seguinte, um acidente fez com que eu tivesse de trocá-lo, e escolhi um 3GS.

foram quatro anos e meio com ele, e só agora o substituí – e foi por um iPhone 4S, lançado em outubro de 2011. custa um terço do 5S mas tem tudo o que preciso, além de 64gb de memória. já posso ficar mais uns quatro anos sem trocar de celular.

efeito

quando ainda não era sabido, mas apenas suspeitado, que o Eduardo Campos estava no avião acidentado hoje, meu pai me ligou para dizer que aviões são inseguros, que eles estão no céu e as oficinas aqui embaixo, que eu fico viajando demais e blah blah blah.

desculpa aí, pai. a morte dele foi uma tragédia, pode e deve ser lamentada. mas não é por isso que vou deixar de viajar.