conexão

uns dez dias atrás o Alê me mandou um vídeo de um grupo que eu não conhecia, Got a Girl. na verdade, o novo projeto de um cara que tá em todas e não tá em nenhuma ao mesmo tempo, Dan the Automator, e uma garota que é tudo que você quer a seu lado, a Mary Elizabeth Winstead (a Ramona Flowers, mas sem aqueles cabelos). olha só o primeiro clipe:

e o começo da letra, que já dá uma bela ideia do clima:

sipping my vodka tonic in your leather-back chair
I put on my makeup perfect, but I let down my hair
and while you’re at your party
I wait here patiently
and darling don’t you worry, I know
not to upset the queen

boa, não? o problema é que o disco é TODO BOM. doze músicas, as doze boas. a voz dela é uma delícia, os arranjos são discretos e bem-feitos, há cordas e até alguns metais. a dupla diz que a inspiração deles é o pop francês da década de 1960, mas a mim parece uma versão menos doentia da Black Box Recorder (tipo se o Luke Haines tomasse risperidona, bupropiona e escitalopram e as neuroses diminuíssem em 90%).

enfim, estou viciado. e, pior, estou obcecado em achar uma sósia da Mary Elizabeth Winstead aqui em Brasília. será que consigo?

patacoada

li na Foreign Policy um artigo interessante sobre você fundar seu próprio país, como o americano que criou, no meio do deserto, o Reino do Sudão do Norte, e o Principado de Sealand. esse tipo de iniciativa já rendeu ideias para um paraíso de data centers, já rendeu muita discussão no direito internacional (virou até tese) e levanta, claro, debate sobre o papel do Estado e qual deve ser o tamanho desse leviatã.

dibre

o assunto é velho e obscuro, mas precisa ser registrado: uma das coisas que mais gostei na Copa foi que uma galera, inclusive gente que respeito muito, argumentava que um país europeu não venceria o torneio “porque um time europeu nunca ganhou Copa nas Américas”. obrigado, Alemanha, por fazer com que essa ladainha nunca mais seja repetida. danke schön!

déficit

no momento em que escrevo esse post, é grande a possibilidade de a czarina e a curupira se enfrentarem no segundo turno. ou seja: é grande a possibilidade de que meu voto seja nulo. tipo 90%, e uns 10% de possibilidade de votar na acreana pelo simples prazer de ver o governo dela ruir por falta de base. na czarina (ou anedota búlgara), como sempre destaquei, não voto nem com uma arma apontada para a cabeça.

tudo bem que política, e em especial a política brasileira, sempre foi a arte de escolher o menos pior. mas agora a coisa passou dos limites.

feliz nova dieta

semana passada deixei de protelações e voltei a fazer dieta. muito necessária, porque bati meu recorde de peso – por 400 gramas não cheguei aos três dígitos, mas superei meu peso no quarto ano da faculdade. voltei ao dr. Clayton Camargos e fiz apenas um pedido: que ele não me deixasse a frango e folha logo de cara. e ele me passou uma dieta que está sendo bem fácil de seguir, tão fácil que sequer saí dela no final de semana. a meta de longo prazo é perder 30% do meu peso.

já fiz isso uma vez, sei que posso fazer de novo.

mas essa mudança de alimentação já tem-me feito bem: com poucos dias nela já sinto uma grande mudança na disposição. até parece mentira, mas pareço ter muito mais energia do que nos wild days de antes… e não deve ser efeito placebo. até na academia já rendi mais. e até aqui tenho escrito mais, dirão as más-línguas…

jardim

mais uma do papo sobre livrarias e mercado editorial: saí para almoçar hoje e constatei, na minha quadra, que há um prédio em reformas. a placa indicando o novo estabelecimento já está pendurada, e será… uma livraria!

sério, são poucas as quadras do Plano Piloto, especialmente fora das 400 da Asa Norte (próximas à UnB), que ainda contam com uma. e vai ter uma justo na minha? magnífico!