antevisão

sábado à noite, eu na festa junina da Base Aérea, tendo a primeira overdose de canjica da temporada. ela (que não é ela, registre-se) começa a mandar uma mensagem atrás da outra. respondo de forma protocolar e atrasada, e fico nessa até ser levado para casa.

já na cama, pisca o celular: o WhatsApp não pára de trabalhar. mas o meu expediente já acabou.

no domingo pela manhã, mais de vinte mensagens dela, um longo e modorrento monólogo que liga nada (o ponto de onde ela partiu) a lugar nenhum (o ponto onde chegou). não respondo, afinal de contas é um monólogo. e se as cortinas foram cerradas, desculpa aí, mas não achei nada que justificasse aplausos. à noite, ela pergunta, com seu entusiasmo juvenil, o que pode fazer por mim.

que saco, terei de responder. sem pensar, respondo “canjica” e vou cuidar da minha vida. mas parece que esse teatro itinerante não sai do meu pé tão cedo.

*

chega segunda-feira e eu, antes das 9h30, já escrevi um texto, fiz duas refeições, malhei na academia, tomei um esporro, ouvi tudo sobre o livro de Urânia e ouvi que meu maior problema “na verdade é uma bênção”. poderia ser o caso de dizer “esse dia promete”, mas eu sei que pára por aí.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s