epílogos

andei escrevendo aqui sobre baixa gastronomia no início da Asa Norte e os vinhos que andei bebendo. aí vão umas opiniões disparatadas sobre recentes descobertas nesses assuntos, começando pelos restaurantes:

– Birimbau Brasil – esse fica na 103 Norte, e é mais um daqueles estabelecimentos que, à moda do Azeite de Oliva, na Asa Sul, funciona no esquema sério no almoço, agito no jantar. só que é especializado em comida baiana. pedi uma frigideira de camarões, e me serviram uma porção farta de camarões, coberta por um arroz e um molho de tomate gostoso e nada pesado – não havia coentro, por exemplo. e é bem gostoso, os camarões eram grandes e tudo mais. o almoço, com um guaraná, ficou na faixa de R$ 40 ou 42, razoável para ir uma vez ou outra.

– Café com Café – apesar do nome, esse lugar anuncia ter comida árabe. pensei em combinações bizarras envolvendo café e comida levantina, mas por sorte elas não se misturam ali. o que não quer dizer que a comida seja boa… ao contrário: esse Café com Café (302 Norte) é, de longe, o pior restaurante árabe de Brasília, e merecia que uma jihad de libaneses atirasse esfihas-bomba contra suas instalações. comi no quilo deles, paguei uns 20 reais pelo prato e, ó, nunca mais.

aos vinhos:

– Barefoot Zinfandel Rosé – graças ao Otto, consegui por 24 cruzeiros a garrafa de um rosé americano, comprada na wine.com.br. por esse preço e com essa origem, não se espera nada. mas achei esse vinho um excelente substituto para a água: você bebe baldes dele, quiçá rios, enquanto o tempo passa. com a vantagem de que os míseros 8,5% de álcool vão te deixando progressivamente manguaçado sem que você sinta – o que jamais aconteceria com água, lembremos. e é isso: se vendessem Barefoot Zinfandel Rosé na balada, ao invés de Skol quente, teríamos gente mais feliz, mais bêbada e fazendo menos cara de poucos amigos. mas, como vinho, não é nada memorável.

– Terrantai Blend 1 Reserva Especial – esse foi um presente do casal Dirceu e Amanda. trata-se de um chileno importado pela Bodega Austral, loja asanortina especializada em vinhos do Cone Sul. o Dirceu disse que era preciso uma horinha de decantador, pelo menos, para aerar e soltar os aromas. fiz isso, e fui bebendo-o lentamente. é um bom vinho, dá para ver que foi feito com qualidade, só não é tanto meu estilo. ele é altamente tânico (leia-se: amarra a boca), como um bom Bordeaux, e decantar dá uma ajuda – especialmente em safras mais antigas, como a minha garrafa (de 2005).

– Conde de Barcelos branco – comprei uma meia-garrafa desse vinho verde porque sou simpático ao galo de Barcelos que estampa o rótulo, e porque é sempre bom ter vinho verde à mão. e esse aqui não deve ser ruim, só tem um problema: a minha garrafa foi envasada em 2009. como já me disseram, hoje devia estar quase um vinagre. não estava, mas não ia demorar muito não. passou do ponto;

– Burmester Jockey Club Tawny – vinho do Porto tem tudo para ser a minha próxima obsessão, e esse aqui foi o primeiro passo. estava no Oba e vi as garrafinhas individuais, de 50 ml, a porção certa para encher um cálice de vinho do Porto. peguei uma e deixei para quando tivesse um chocolate para comer – ou seja, para qualquer hora. e esse Burmester é uma delícia: doce na medida certa, com gostinho amendoado, valeu com folga os R$ 8 e me incentivou a explorar esses vinhos.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s