centrífuga

aniversário da Julieta, a gata nibelunga, que completa um ano. abri uma latinha de Whiskas e desejei parabéns a ela, e é isso, não sei o que se pode fazer no aniversário de um gato.

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continue?

o vídeo que coloquei aqui ontem, do Cameron Frye doente na cama, não foi à toa: um princípio de pneumonia me pegou no final de semana. eu achei que fosse uma situação ligada a um período recentemente encerrado da minha vida, e fiquei muito puto com isso: a última página já foi virada, então por que eu teria de me ferrar, inclusive fisicamente, como ressaca disso?

mas não era. era a combinação contínua e extremada de sol, chuva e ar-condicionado. e não fui só eu: o Estêvão também ficou de molho, e o plantonista que me atendeu informou que tinha atendido uma galera, naqueles dois dias, com os mesmos sintomas. não me consolei por isso, é verdade. o negócio me desandou por completo, mentalmente inclusive.

ainda estou assim. fisicamente já estou melhor, mas mentalmente esse problema físico se juntou a alguns outros, também da semana passada, e me deixaram particularmente confuso – e mesmo delirante, em certos momentos. preciso fazer algo a respeito.

xinomavro

domingo foi um dia pesado. sol na cabeça, calos nos dedos, iogurte como almoço, idas e vindas: um dia difícil, mas não necessariamente ruim (ruim foi ontem, mas isso é outra história). liquidados os compromissos dominicais, Paula Picles convidou uma galera para ir à residência dela e de Ricardo Henrique, para assistir o episódio de Game of Thrones e jogar conversa fora. achei por bem levar algo para beber, e o que bebemos foi o seguinte:

– Grilos tinto: esse é um português de rótulo bonito, feito de três uvas do país – uma delas, a Tinta Roriz, é conhecida como Tempranillo na Espanha. é da região do Dão, que costuma ser passaporte para o sucesso… mas esse aqui bateu na trave. achei bem pesado, e seco como poucas vezes bebi na vida. não chegou a me amarrar muito a boca, e também não me agradou muito.

– Mercurey Domaine Faiveley tinto: tinha grandes expectativas com esse aqui. Pinot Noir da Borgonha, mais caro, não encontrado em qualquer supermercado. levei uma meia-garrafa da safra 2006 e… a rolha se esfarelou. triste. tiramos o máximo que foi possível, mas tivemos de beber com cortiça e tudo. deu para sentir que é gostoso, mas falar qualquer coisa a mais não faz sentido, já que nessas condições o jogo muda. da próxima vez, vou tentar com uma safra mais recente.

– Terras de Xisto branco: a surpresa positiva da noite. vinho fresco do Alentejo, barato e fácil de achar, e uma delícia. também fruto de três uvas lusitanas (Roupeiro, Fernão Pires e Rabo de Ovelha), é de um benefício x custo inacreditável, já que uma garrafa pode ser encontrada por menos de R$ 30 – e também existem meias-garrafas, a menos de R$ 15. e é um vinho bem melhor que o Terras de Xisto tinto, que provei no começo do ano e no qual não vi nada de mais.

– Broglia Gavi: não foi surpresa positiva porque eu já imaginava que era bom; foi, simplesmente, o melhor da noite. Gavi é uma denominação de origem controlada do Piemonte, que batiza vinhos brancos feitos com a uva Cortese (a mesma do Martini) em uma região demarcada. é a primeira vez que bebo um Gavi, e certamente não será a última. esse aqui eu peguei por R$ 48 na Grand Cru, e ele estava bem fresquinho e cheio de sabor. sei que a Vintage tem um Gavi por preço semelhante, que eu agora quero provar.