apetite

compromissos recorrentes no início da Asa Norte têm feito com que eu almoce na região, cuja baixa gastronomia eu até então desconhecia. assim, descontado a comida totalmente sem graça da rede Assados & Grelhados (na 702/3 Norte), andei pelos seguintes lugares:

– Cassimiro (302 Norte): tem cara de ser um lugar com agito à noite, mas o que tem no horário de almoço é uma legião de Almeidas tentando comer bem e barato. a comida não é nada espetacular, mas tem variedade e uma boa mesa de saladas. sempre tem lugar disponível, o que é bom, e costuma ter peixe grelhado, o que é ótimo; mas nunca me marcou por nenhum prato memorável.

– Pastelaria Chinesa (702/3 Norte): fica do lado de uma sequência de oficinas naquele pedaço. incrivelmente, fui lá e não comi pastel. então, o que foi? almoço por quilo. tem uma churrasqueira de onde saem cortes baratos de carne (de contra-filé para baixo; nada de filé e picanha), uma série de rechauds com opções óbvias e outras nem tanto. lá eu comi feijão verde pela primeira vez na vida, e ó, é gostoso. paguei 20 reais no meu prato, bem fornido, mas longe de ser marcante.

– Velha Guarda (302 Norte): passei em frente e vi que servia PF a R$ 10. salivei. não sosseguei enquanto não tomei assento no lugar e pedi um bife acebolado. como o público-alvo do lugar é a galera que tem sérias restrições orçamentárias e um consumo calórico ainda mais sério, os carboidratos abundam: feijão, macarrão, salada e uma porção de arroz equivalente ao monte Elbrus. a TV fica ligada no Balanço Geral, que sozinho vai derrubar o GDF. enfim, paguei 10 reais e adorei. mas voltei outro dia e comi carne de panela: não veio macarrão e a quantidade de arroz ficou ainda mais desproporcional, então não foi tão legal quanto na primeira.

– Chaminé (402 Norte): duas opções de bacalhau, com o preço de R$ 28 por quilo no buffet? caramba! fui até esse restaurante sem a menor expectativa, e me surpreendi. pequeno (“aconchegante”, como dizem os corretores de imóveis) e direto ao ponto, o Chaminé tem, às sextas, feijoada a R$ 16 por cabeça. estive lá numa quinta, e gostei. não vale o deslocamento daqui do Leblon até lá, mas estando nas redondezas, vale a conferida.

– Cavalcanti / Ki-Filé (405 Norte): um clássico brasiliense, e que eu simplesmente nunca tinha provado. mas resolvi aparecer, e pedi um tornedor à Oswaldo Aranha. comida à moda antiga, fritas feitas no local, alho na medida certa, bifes altos. lembrou-me um pouco do Beirute, e muito do antigo restaurante do João Donaldo, onde meu pai me levava para comer quando eu era criança. um pouco mais caro (acho que deu 39 reais, com um guaraná e os 10%), mas interessante. da próxima vez, tentarei o filé à parmegiana.

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