acervo

essa semana consegui dois livros esgotados há um bom tempo, sem ter que desembolsar uma fortuna por nenhum deles. um é bem técnico, chama-se “Leituras brasileiras: itinerários no pensamento social e na literatura” (não queira saber porque precisava dele), o outro é a edição brasileira de “A tabela periódica”, livro de memórias do italiano Primo Levi.

nunca achei o primeiro na Estante Virtual, e conheci um cara que se jactava por ter pago cem reais por um exemplar no portal de sebos virtuais. por algum motivo, a confissão me soou como um desafio para conseguir o livro pelo preço de venda dele. e eu o achei, num outro portal de sebos, por vinte e poucos reais. fiz a compra, e no outro dia o sebo vendedor cancelou o pedido, porque o exemplar já tinha sido vendido, pedindo desculpas.

de volta à estaca zero, respirei fundo e lembrei que as editoras costumam ter departamentos de venda direta ao consumidor. achei o telefone da editora, liguei lá e, depois do décimo toque, atendeu uma senhorinha. perguntei se era da editora, ela disse “não mais” e me passou o número novo, não sem me prevenir que essa editora fora comprada por outra. liguei na nova editora, sem muita esperança, e o funcionário responsável pelas vendas diretas exigiu depósito adiantado do valor do livro, não dando garantia de que o conseguiria.

apesar de essa editora ser deveras renomada, noutra situação talvez eu não concordasse com os termos. mas a coceira do desafio de ter o livro pelo preço justo fez com que eu transferisse a grana pelo celular, enquanto falava com o cara pelo telefone fixo. duas semanas depois, sem nenhum contato posterior com o vendedor, chegou meu exemplar de “Leituras brasileiras”. fiquei feliz demais, e até liguei para o funcionário da editora para agradecer.

quanto ao “Tabela periódica”, ele até existe na Estante Virtual – por R$ 150 ou mais. eu pagaria isso na primeira edição do “Memorial de Aires” e em poucos outros, mas não é o caso desse livro do Levi. depois de procurar em livrarias virtuais, e constatar que nenhuma delas o tinha, um dia estava na Amazon e decidi, sem muita fé, colocar o nome do livro na barra de busca.

surpresa: ele estava catalogado e, pior, disponível. já com o frete do Kentucky para a Asa Sul, custou-me R$ 60, chegou em exíguos nove dias e me botou outro sorriso na cara.

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