azeitona

daí aos trinta e dois anos, com dois livros publicados, relatórios semanais praticamente isentos de marcas de revisão, um monte de textos de aluguel assinados por terceiros circulando por aí, alguém vem e te põe na cabeça que você não sabe escrever.

cara, que sensação horrível.

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One thought on “azeitona

  1. véi, é assim mesmo. as correções são às vezes muito mais rígidas que a prova em si. é só escrever frases simples, economizando artigos e baseando-se naquela citação famosa do Graciliano Ramos:

    “Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes.

    Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota.

    Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”

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