abismo

assisti há pouco “Cure for Pain”, o documentário sobre o Mark Sandman, líder do Morphine. já podia tê-lo visto há meses, mas só fui lembrar de fazê-lo hoje. resultado: deixei de conhecer um filme lindo por esse tempo todo.

como disse, o foco não é a banda, é a persona: apesar de falar sobre a música, mais se mostra das pessoas que circundavam o Morphine. outros músicos, produtores, amigos, empresários, a família, a viúva. por isso “Cure for Pain” tem um aspecto humano, que mostra o lado querido do Mark Sandman, – mas também o lado profundamente introspectivo, o lado escroto… enfim, o ser humano, por mais desgastada que esteja essa expressão.

e conta coisas pesadas: o fato de que ele perdeu dois irmãos mais novos em um ano e meio – e veja bem, a mãe dele enterrou os três filhos homens -; a morte dele, no palco, em uma cidadezinha italiana; os planos que ele, um inveterado cultor do carpe diem, começava a fazer para o futuro. no meio disso, vi que tenho algumas coisas em comum com o Sandman – não a genialidade, claro. mas o fato de que pareço frio e distante mas na verdade só estou esperando aparecer alguma coisa que me interesse. é um traço meu, que não raro tomam por desprezo.

voltando a “Cure for Pain”, é bem fácil definir um filme desses: é singelo, sincero. bem como a figura que retrata.

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