talkabout

onze e meia da noite. um dia pesado deixado para trás, um fio de esperança percorre a medula. estou travado, sem saber o que dizer, pensar, fazer. essa situação não pode perdurar mais do que o tempo para uns sonhos durante o sono: amanhã cedo preciso acordar sabendo o que fazer.

sim, eu sei que nem sempre é possível. mas nem por isso deixo de pensar nisso. desistir não é uma opção… tampouco o malfeito. e ainda é terça-feira, a guerra está longe do fim.

rirrirri

When I was 14, all I wanted was a girl with large breasts.

When I was 16, I dated a girl with large breasts but there was no passion. So I decided that I needed a passionate girl with a zest for life.

In college, I dated a passionate girl but she was too emotional. Everything was an emergency, she was a drama queen, she cried all the time and threatened suicide.

So then I decided I needed a girl with some stability. I found a very stable girl, but she was boring. She was totally predictable and never got excited about anything. Life became so dull that I decided I needed a girl with some excitement.

I found an exciting girl, but I couldn’t keep up with her. She rushed from one thing to another, never settling on anything. She did mad, impetuous things and flirted with everyone she met. She made me miserable as often as happy. She was great fun initially and very energetic, but directionless.

So I decided to find a girl with some ambition. After University, I found a smart, ambitious girl with her feet planted firmly on the ground and married her. She was so ambitious that she divorced me and took everything I owned.

Now all I want is a girl with big tits.

(visto aqui)

munição

na semana passada pedi uma pizza e abri um vinho que já estava por aqui há muito tempo esperando sua vez: um Redtree zinfandel, o primeiro norte-americano a frequentar minha adega. dizem que vinhos da uva primitivo, conhecida nos EUA com o nome zinfandel, são boas companhias para pizzas. o meu era de 2009, e não iria durar muito; tinha tampa de rosca, denotando não ser nenhum topo de gama. comprei numa promoção do Carrefour, a 35 reais, uns 20 a menos do que normalmente se pede.

e fez bom papel: completou o sabor da pizza e animou a noite. tanto que eu, que normalmente não vou além de meia garrafa, bebi-a toda – e devorei três quartos da pizza, salvo engano. foi legal, e dormi bem bêbado.

ontem fui para a cozinha no almoço, preparar uma variação do fettucine Alfredo que vi na página do “Huffington Post”. sim, é insólito. e mais ainda porque sugeria a troca da manteiga por ricota, e o acréscimo de manjericão. acabei fazendo com queijo cottage, e ficou meio aguado. mas não ficou ruim de tudo.

junto com a massa (que nem era fettucine, mas macarrão gravatinha) comprei um pedaço de costela bovina assada e duas linguiças, e casei tudo com um vinho tinto: Château Tour de Mirambeau. um Bordeaux em minigarrafa, bem adequado para quem vai ler depois do almoço e não pode pegar no sono. apesar de declarar 13% de álcool, a impressão era a de que tinha bem mais. serviu para constatar algo que já imaginava: Bordeaux tintos (e suas cópias argentinas e chilenas) podem ser bons vinhos, mas não são meu estilo. deem-me Borgonhas, italianos e portugueses primeiro, e deixem essas bombas para os críticos melindrosos.

apesar de ter achado essa mistura de merlot com cabernet sauvignon um tanto indigesta (harmonização errada?), fui até o fim com a garrafa – afinal de contas, era pouca coisa. e depois fiquei pensando no fato de que talvez eu goste mais de Coca Light do que desse tipo de vinho.

pois…

então: eu não tenho desculpas para ficar tanto tempo sem escrever. nove dias é uma eternidade, e não estou sendo irônico. mas falta-me disposição para bater o ponto aqui, por mais necessário que seja.

mas tenho um pouco o que escrever: as coisas estão bem, obrigado. passo meus dias no campo de batalha, à espera do dia D, do meu momento normando. não penso noutra coisa que não o combate, e no quanto quero ganhar. vou para esta guerra querendo que não haja mais guerras, querendo deixar o campo de sal onde nada cresce e tudo murcha de forma voraz. e tem sobrado pouca disposição para manter o diário do front depois das baterias de tiro, do suporte à tropa (que sou eu e mais ninguém, receio), da comunicação escassa com o mundo exterior.

mas um dia eu volto, e volto a viver uma vida normal. e normal, nesse caso, significa longe da mediocridade.