paiol

fiquei bastante tempo sem escrever aqui, né? isso não é legal. nada legal. o fato é que estou bem ocupado com uns projetos pessoais. um pouco mais feliz, inclusive, já que mexer com essas coisas me dá uma satisfação. ao mesmo tempo, eles têm-me consumido todas as energias, todas as forças, e até passar aqui para dar um “oi” tem sido complicado. tenho uma disciplina bem rígida comigo e que não perdoa esse tipo de coisa, mas não tem sobrado cérebro para cá.

mas chega de lamentar, o importante é que estou bem.

elegant simplicity

o Lancia Flaminia é meu carro preferido em todos os tempos. indeciso sobre qual das três versões cupê apresentadas construir, o presidente da empresa mandou fazer TODAS. aqui tem um vídeo sobre a versão Zagato, que nem é minha preferida (posto que fica com a Pininfarina), mas é maravilhosa. lembre-se, Marcello Mastroianni tinha uma, Juca Chaves teve uma. classe é aqui mesmo.

lá se foi

depois de um longo período de declínio, o Chili Pepper da Asa Sul fechou. era meu restaurante preferido quando cheguei em Brasília, quase dez anos atrás: comida mexicana boa e barata, combinação perfeita para alimentar um quebrado com gostos exóticos, como era meu caso. a parte à la carte também era boa, nas poucas vezes em que não fui de rodízio. mas não investiram na casa, os DVDs da Thalía ficaram repetitivos, o cardápio não evoluía e o serviço, que já era no – baixíssimo – padrão brasiliense, conseguiu ficar ainda pior. lembro de um dia em que fui lá e só havia uma garçonete para dar conta do salão todo, que tinha umas trinta mesas, e um terço disso estava ocupado.

aparentemente, o da Asa Norte continua funcionando, mas sabe-se lá por quanto tempo: ali não dá para falar em decadência, porque a casa já abriu decadente…

solar

ontem a Claudete, minha professora de francês, me convidou para o almoço de aniversário dela; aceitei o convite e fui hoje até o final do Jardim Botânico vê-la. o caminho incluía descer toda a “Avenida do Sol”, uma estradinha de pista simples, curvas fechadas e cheias de subidas e descidas: uma delícia de jogar a Kim, apesar das lombadas. mas até elas foram divertidas, já que, na chuva, as rodas ameaçaram travar na transposição de várias delas, e lá fui eu brigar contra o pedal do freio e sentir o ABS entrando em ação.

chegando lá, conheci a família dela toda, gente legal e tranquila. almoçamos bem e bebemos dois vinhos: um Santa Julia, tinto argentino feito com uva tempranillo, e um Domaine de Saint Ser, rosado francês que mistura cinsault, grenache e syrah – este, um presente meu para ela no Natal. gostei dos dois, mas nenhum deles é marcante e o rosado seja meio forte demais – prefiro os mais leves. mas como sempre digo, vinho é vivendo e aprendendo…

malha

estou na curiosa situação de querer que uma coisa aconteça o quanto antes, mas ao mesmo tempo não me sentir pronto para ela, desejando mais tempo para me adaptar. o problema é que é insuportável enquanto tal coisa não acontece.

é um conflito temporal e tanto.