agente laranja

faz cerca de um mês que morreu o Fred Leal, jornalista carioca que, embora eu não conhecesse pessoalmente, era amigo de vários amigos meus. evidentemente, a perda de alguém de 31 anos por um AVC é algo difícil de se compreender, então mesmo eu, que não o conheci senão pelo que meus amigos diziam e pelo que ele escrevia, fiquei chocado.

conversando com eles depois, e buscando a memória do cara, descobri um de seus blógues, o Rango Tru. culinária direta, sem frescuras, mas sem descambar para o tosco do Larica Total (nada contra, eu adoro). foi o Fred que ensinou o JP a fazer o bife perfeito, e um dia eu comi esse bife e achei mesmo delicioso – o passo-a-passo tá na página. também achei lá uma receita de burritos de frango e uma de talharim na manteiga com foie gras que vou tentar – nem que seja com o patê de fígado de pato e carne de porco que comprei esses dias, porque foie gras é caro e eu me sinto com peso na consciência comprando.

enfim, o Craudio e o André vão adorar o Rango Tru. mas estou falando dele aqui hoje, além da homenagem ao Fred, porque foi lá que descobri que não é para jogar azeite na água que você ferve para fazer o macarrão. fui fazer um penne* hoje e lembrei disso, e ficou muito melhor: o molho aderiu bem à massa, coisa que não acontece quando você joga azeite.

o almoço de hoje também foi um tributo à minha avó materna, Nair Palandi (1926-1987), porque foi macarrão com frango assado, que era o almoço que ela fazia TODO domingo. não que eu, com cinco anos de idade, reclamasse… achava tão bom que é uma das minhas memórias mais fortes daqueles primeiros anos. não fiz o talharim massa fresca que ela usava, mas foi bom do mesmo jeito.

* se você estiver na Itália e for pedir um prato de penne, lembre-se de que a pronúncia certa é “PEN-NE”, com uma paradinha entre as duas sílabas. e não pense que é frescura: se você falar a palavra de uma vez só, vão achar que você quer uma parte da anatomia masculina.

jeux

ontem a noite foi de, com os amigos, despedir-me do casal Márcio e Lia, que hoje voltam à Malásia depois de quase um mês no Bananão. além de uma sessão de “Eurotrip”, que o Otto segue achando o melhor filme do século XXI, e do Dirceu falando das alegrias de dirigir um Dodge Charger, foi noite de provar uns vinhos que tinha aqui em casa, esperando um pretexto para serem abertos. lembrem-se: não dou cabo, sozinho, de uma garrafa de 750ml, então preciso estar acompanhado para beber uma(s) dessas.

como fazia – e ainda faz – um calor dos infernos no Plano Piloto, levei um branco e um rosé para lá. o branco foi um Les Combelles, um Bordeaux básico que você acha fácil no Carrefour e na Super Adega, por exemplo. custa entre R$ 30 e R$ 35, mas eu o comprei num dia em que o supermercado o colocou na promoção por R$ 15,92 – acho até que comentei aqui. finalmente aberto, é uma delícia quando gelado. bem frutado, acompanhou bem os petiscos frios que ocupavam a mesa.

mas com mais frutas ainda foi o português Periquita rosé, que comprei no Duty Free por US$ 8 e mandou bem também. tem gosto de frutas vermelhas: não vou cair no pedantismo de enumerá-las (“notas de cassis, oxicoco, mirtilos e amoras, e um retrogosto de framboesa mimimi etc”), até porque a maioria dessas frutas eu só conheço de iogurtes e geleias, mas é esse o espírito: frutas vermelhas. só achei ele um tanto ácido – e por isso preferi o francês. mas não fez feio, ao contrário. afinal de contas, a Periquita produz vinhos desde 1850, e ninguém dura tanto tempo no mercado fazendo porcaria.

finalmente, rolou um vinho verde que o Pão de Açúcar vende sob sua etiqueta Club des Sommeliers. português como todo vinho verde decente e com teor alcoólico reduzido (8,5%, menos que várias cervejas belgas), também era bem refrescante… uma pena eu ter chegado quando ele já não estava tão gelado. esse foi comprado pela anfitriã, e me lembrou que preciso descolar um vinho verde para chamar de meu.

aube

até vinte minutos atrás eu ignorava quem era Lauren Mayberry. daí, por um email do Fábio, vi o vídeo de “Gun”, de uma banda escocesa chamada Chvrches, liderada por ela. a música é muito boa e, uau, que menina linda.

como uma imagem vale mais que mil palavras, eis uma foto dela tirada daqui:

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olá

uma semana fora, uma eternidade. emendei uma viagem a Deprelândia, para o casamento do Ricardo (e o aniversário do meu pai) com uns dias de molho, depois que uma refeição do Giraffas me mandou para o hospital, com 38,1 graus de febre e problemas estomacais e intestinais.

sobrevivi, dormi melhor e estou de volta. vamos ver se arranjo assunto para cá.

lista do dia

os animais mais cool de que me lembro agora…

1. ornitorrinco
1. gato persa (empate)
3. capivara
4. coruja
5. outras raças de gatos que sejam peludas
6. porco-espinho
7. galináceos em geral
8. sapos de cores fortes
9. equidnas
10. tucanos