planetário

meus amigos e suas maravilhosas dicas de leitura: como viver sem?

Felipe recomenda um perfil dos três mosqueteiros do protocapitalismo brasileiro, Lemann, Teles e Sicupira – com ênfase no primeiro. na Businessweek, o bilionário que controla sua cerveja, seus condimentos e seu Whopper;
– Jonas me apresenta uma singela novidade: uma pesquisa concluiu que peixinhos dourados conseguem identificar e diferenciar peças de Bach e de Stravinsky.
– nosso enviado especial a Adis Abeba, Fábio, manda uma notícia com os competidores da edição 2013 do “Dance your PhD”, que põe cientistas para coreografar suas descobertas. fantástico, sem mais;
– Eugênio, o recluso fiscal do meio ambiente, mostra a aventura de um americano, filho de uma índia ianomâmi, para voltar até o interior da Venezuela e reencontrar, no meio da selva, sua mãe, que voltou para a tribo. o relato é gigantesco, mas vale muito a pena.

óptico

não lembro de ter dito isso aqui antes, mas eu tenho ideias para dois documentários, uma peça de teatro (uma comédia-deboche histórica) e um romance. pretendo realizar todas as quatro, a começar pelo romance e terminar pela dramaturgia – simplesmente porque sei algo sobre escrever em prosa e nada sobre teatro.

onde vou arrumar tempo para isso? tenho meu próprio tempo. e lendo hoje, na Ilustrada, a entrevista da Bárbara Heliodora, que hoje completa 90 anos e lança livro novo mês que vem, dá para ver que nunca é tarde.

superestimado

alguém aí já foi assistir “Bling ring”?

eu fui, no domingo. aproveitei que ia comprar umas coisas na Livraria Cultura do CasaPark e, assim que cheguei, subi ao cinema para ver o que estava passando e em que horários. vi que em meia hora começaria uma sessão de “Bling ring” e decidi comprar um ingresso. enquanto o filme não começava, busquei o livro, comprei um cd junto (sim, eu ainda compro cds) e fui para a sala de cinema.

olha, eu adoro “Encontros e desencontros”, não desgosto de “Maria Antonieta” e não assisti “Somewhere”. mas esse “Bling ring” não é mais que uma versão um pouco mais romantizada de um episódio do “E! True Hollywood Story”. tem uma história muito boa, mas a narrativa é a de um programa de fofocas. se a minha maior crítica ao “Argo”, quando esse filme saiu, foi a de que transformaram uma história excelente e enfiaram um monte de licenças poéticas absurdas, descaracterizando os fatos reais, “Bling ring” é diametralmente o oposto: não acrescenta nada ao que poderia ser um programa do E!.

o mestre João Pereira Coutinho adorou “Bling ring”, e nisso discordamos demais. o único mérito do filme é desnudar o ponto a que chegamos no culto de celebridades imbecis, a ponto de um bando de adolescentes desocupados achar uma bolsa ou um par de sapatos o novo Santo Graal. enfim, não gostei de quase nada no filme – talvez só disso e da Emma Watson, linda como nunca.

hábitos

hoje resgatei um vale-compras de R$ 50 no Pão de Açúcar, por ter seis mil pontos no cartão mais. evidentemente, aproveitei para comprar besteiras, ou melhor, coisas caras que eu não teria coragem de pagar. vamos ver se são boas. o negócio é que agora estou zerado de pontos do cartão mais, então vou começar a economizar dinheiro indo ao Super Maia e ao Big Box. quando quiser algo mais difícil de achar, tem o Oba! e o La Palma perto de casa.

tchau, Abílio.