flattered

uma das maiores inseguranças que tenho na minha vida diz respeito ao meu inglês: acho que não falo nada, tenho pavor do meu sotaque e meu vocabulário é pífio. já contei aqui que uma vez um canadense elogiou meu inglês enquanto estávamos numa festa na Asa Norte e eu fiquei sentindo como se tivesse ganho o Nobel de Química.

nessa viagem para os EUA, que acabou ontem, recebi três elogios: o primeiro foi de um bêbado de Kansas City, na porta do bar do Morgan Freeman em Clarksdale; o segundo foi de uma dona de Washington D.C., na área externa do Howlin’ Wolf, pub dos mais famosos de Nova Orleães – ela estava sóbria e disse que havia passado anos no Chile, e que gostava de ouvir línguas estrangeiras e de saber de onde são as pessoas. o terceiro, também na Louisiana, foi no Kermit’s Treme Speakeasy, casa de jazz do grande Kermit Ruffins: uma tia de Cincinnati me deixou flattered pelo mesmo motivo.

mas eu continuo achando meu inglês um horror.

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