coisas que eu nunca te disse #101

in the clearing stands a boxer,
and a fighter by his trade
and he carries the reminders
of every glove that laid him down
and cut him till he cried out
in his anger and his shame,
“I am leaving, I am leaving.”
but the fighter still remains

(Simon & Garfunkel, “The boxer”, 1969)

Pietra

na segunda-feira nós perdemos a Pietra, gata de estimação da patroa, que sucumbiu aos problemas renais. ela tinha sete anos, e nas últimas semanas a insuficiência renal havia se agravado.

onde quer que ela esteja, preciso dizer: Pietra, obrigado pela alegria que você deu à Lu, à família dela e a mim.

va va voom

ontem passei a tarde lendo uns textos e quebrando a cabeça com eles, e à noite precisei fazer um trabalho em cima de uma lista de umas 60 páginas. não era preciso tanta concentração na leitura dessa lista, então decidi fazer isso ouvindo música. como ando ouvindo mais música de verdade (clássica), procurei uma emissora que transmitisse online, já que meu material estava no notebook. lembrei de como ouvi, feliz, a Rádio Cultura FM de São Paulo, quando saía do aeroporto de Guarulhos no mês passado.

na Europa, boa parte das rádios estatais se dedica à música clássica. aqui em Brasília temos emissoras da Câmara, do Senado e do Exército, e talvez alguma outra de caráter público, mas nenhuma delas se presta a isso. a Brasília Super Rádio toca “música orquestrada”, o que em boa parte do tempo quer dizer coisas pop bregas e datadas, instrumentais, com uma orquestra por cima. vale a pena de noite, mas não era o caso.

enfim: liguei na Rádio Cultura. tocaram a apresentação de uns suíços, cujo nome não consigo me lembrar. no repertório, obras de vários autores, inclusive o grande Haydn. e a cada peça tocada eu ficava mais feliz. os suíços se foram e em seu lugar entrou a dupla Antônio Meneses e Cláudio Cruz, tocando um concerto para violoncelo e orquestra de um compositor contemporâneo que eu desconhecia, Hans Gál.

e foi soberbo. e eu me senti feliz, com a alma leve, tranquilo e confiante. que sensação deliciosa.

planalto

Brasília ainda é bonita. pelo menos de vez em quando, tipo a cada mês de janeiro: quem não gosta daqui se manda, e sobra quem tem coisas a fazer ou quem gosta.

é o melhor mês para sair de casa. o trânsito colabora, as filas diminuem, tudo parece mais limpo. se você não mora em Brasília ou não sabe do que estou falando, clique aqui.

loira

numa matéria sobre o curso de pilotagem da AMG, divisão esportiva da Mercedes-Benz, realizado em São Paulo, o povo do Jalopnik solta, sem ironia: “não sei se vocês sabem, mas Hebe Camargo era uma das maiores clientes AMG”.

só por essa, a finada loira, que eu já tinha em altíssima conta, dobra sua pontuação comigo. imagina ela a 250 km/h mandando um “graciiiinha” enquanto reduz pra entrar na curva?

(atualização: olha ela do lado de uma SLS. nota dez)