Bremen

ter um carro e “casar” com ele por livre e espontânea vontade é gostoso quando se tem o carro certo, mas é preciso saber a hora de trocar as peças cuja vida útil já era. ontem foi dia de levar a Kim para trocar umas coisas importantíssimas, um tanto caras, mas que duram uns bons pares de anos.

os pneus já tinham sido trocados há duas semanas, mas faltava fazer o alinhamento correspondente: a loja que me vendeu as borrachas trabalha com produtos de boa qualidade e serviços de péssima. primeiro tentaram me empurrar que uma das rodas da Kim estava condenada, e que era preciso desempenar outras duas, a um custo unitário de R$ 50. falei que não ia desempenar nada, já que só é necessário desempenar roda se você teve um problema crônico, como cair num buraco crônico, e o carro ficou visivelmente desequilibrado por conta daquilo.

eu havia dito pessoalmente que não iria querer nenhum desempenamento, mas depois que saí da loja para resolver outras coisas a dona do lugar resolveu oferecer de novo o serviço. recusei, e ela disse que isso me traria riscos, inclusive de segurança. fui insensível, peguei o carro e me disseram que “as rodas não tinham pego alinhamento” por conta da minha recusa em desempená-las. falei “ótimo, alinho noutro lugar”, e com isso deixaram de ganhar R$ 70. a vida útil desses pneus é de 30 a 35 mil quilômetros, então não terei de me preocupar com isso por uns três anos.

de lá para cá constatei que os amortecedores (cuja vida útil passa de cinco anos) também precisavam ser trocados, e comecei a fazer cotações: a primeira loja queria R$ 4.500 pelos quatro. não jogo dinheiro fora, então fui tentar em outras lojas. na segunda, pediram R$ 2.200, e na terceira R$ 2.500. nos EUA, o jogo custa US$ 350, então um bom preço por aqui equivaleria ao dobro desse valor. cheguei até a ligar em uma loja em Cidade do Leste, Paraguai, e me passaram um orçamento de R$ 1.200. perfeito!

mas não aceitavam cartões, e eu não sei se depositar para uma loja de lá é uma boa ideia. no final das contas, prevaleceu o pedido de R$ 1.750 da Aldor, tradicional importadora de peças Mercedes-Benz em São Paulo. em dois dias, uma caixa de oito quilos, com quatro amortecedores Bilstein, esperava por mim no pilotis do meu bloco. e chegaram as palhetas do limpador de pára-brisa (R$ 60 o jogo com 5, no eBay inglês) e duas lâmpadas de xenônio, também compradas no eBay: vindas dos EUA, saíram por R$ 350, juntas, enquanto a concessionária MB daqui passou uma cotação de R$ 1.940 cada uma. lâmpadas desse tipo duram dez anos, numa boa.

ontem pela manhã levei tudo à Clínica do Carro, pedi o alinhamento e ainda comentei que a Kim precisava tomar um banho. disseram que o carro só seria entregue hoje cedo. mas às 17h15 me ligaram, avisando que estava pronto. testei-o hoje cedo, sob chuva, e posso dizer que nunca vi a Kim tão estável, tão sólida e tão gostosa de dirigir. parecia que eu havia acabado de sair com ela da fábrica em Bremen, ela está incrível.

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One thought on “Bremen

  1. Cara é incrível como esse pessoal de lojas de pneu não desistem de ficar ‘empurrando’ esses serviços extras mesmo após você já te comprado um produto caro e que deu-lhes um lucro considerável. Por isso resolvi não ver nada do meu carro lá em Sampa.Vi tudo por Guará e, apesar de pagar um pouco mais caro tenho aquela velha garantia do parentesco/amizade.
    Agora o lance de importar as peças é uma vantagem sensacional desses ‘carros internacionais’ pena que boa parte de nossos populares não se encaixam, ia ser legal jogar isso na cara das concessionárias careiras.

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