senta aí

mestre Jonas manda uma série de textos que valem muito a pena serem lidos. quer dizer, valem MUITO, com maiúsculas. a eles:

1. Bruno Garschagen escreve o texto do ano, “Os intelectuais progressistas e a discordância como ofensa”, atualíssimo para quem vive o Brasil de hoje. vão aqui dois grandes momentos – de um texto que é todo grande:

Por qual razão os intelectuais progressistas e a intelligentsia atentam contra a sociedade e o ambiente de liberdade que os permitiu existir e se expressar? Uma parte da resposta talvez esteja em dois pontos claramente identificáveis: o primeiro é se considerarem superiores aos demais indivíduos, como se fossem os eleitos, ou, para usar a expressão de Sowell, os ungidos (4), prontos para iluminar e conduzir a sociedade; o segundo é uma peculiar visão de sociedade baseada na concepção de pessoas abstratas que vivem num mundo abstrato, o que torna possível criar intelectualmente um modelo ideal de sociedade que exige a exclusão da realidade fática.

(…)

Essa perspectiva transborda para a intelligentsia e anaboliza a fúria dos inocentes úteis (servidores públicos, estudantes universitários, desempregados, ressentidos etc.). Muitos deles sequer sabem que são meros instrumentos de uma causa, mas age em seus ambientes (em cursos de gradução e departamentos universitários, por exemplo) como uma minoria histérica que se apresenta ao debate como legítimos representantes dos grupos dos quais fazem parte (a maioria silenciosa, interessada em trabalhar ou estudar, acaba por ser afetada e denegrida).

2. em “O Estado de S. Paulo”, João Mellão Neto passa recibo de algo que também o faço, admitindo-se conservador: O ceticismo quanto à perfeição humana é outro aspecto importante do pensamento conservador. Nós conseguimos realizar mudanças na natureza exterior. Já a natureza humana se tem mostrado praticamente imutável. O conservador não acredita que exista algum homem tão acima da média, tão isento de paixões e preconceitos que se possa com tranquilidade entregar-lhe um poder sem limites.

3. em texto do último dia 4, João Pereira Coutinho faz um obituário à altura de Jacques Barzun, o anti-Hobsbawm: ao falar de “Da Alvorada à Decadência”, opus majus do cara, JPC se refere assim aos tempos atuais: uma era dominada pelo relativismo, pelo culto do absurdo e por um sentido de ‘esmagotamento’ moral, intelectual e espiritual que define a nossa condição decadente.

como diz o Ratinho, aqui tem café no bule.

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