outra forma

hoje é aniversário de 105 anos de casamento dos meus bisavós, Luigi/Luiz Palandi (1884-1928) e Carolina Saquetti (1890-1973).

duas semanas depois, Oscar Niemeyer nasceu.

Anúncios

azul-claro

justo num período em que quero corrigir a rota desviada no final de semana passado e me moderar à mesa, sai uma edição como a de hoje do “Paladar”, suplemento gastronômico do “Estado de S. Paulo”. daquelas que tem tudo que eu queria: uma matéria de capa sobre churrasco, uma sobre dumplings (bolinhos como o gyoza dos restaurantes orientais, que vivo pedindo), outra sobre cozinha moderna libanesa, um artigo sobre pudim de leite e até uma reportagem sobre a caça aos cogumelos selvagens.

na parte de bebidas, falam sobre um vinho português sobre o qual fiquei curioso, o CV Douro, mesmo que ele não seja muito do meu estilo; e também do growler, um recipiente para chope cuja existência eu desconhecia. fazia tempo que não lia um suplemento inteiro de cabo a rabo (textos aqui).

candangolândia

Perry e Dick tinham deixado aquela cidade portuária uma hora antes, depois de lá passar toda a manhã à procura de trabalho como marinheiros em várias companhias de navegação. Uma das empresas ofereceu-lhes emprego imediato num navio-tanque destinado ao Brasil e, na verdade, os dois estariam agora a caminho caso seu futuro empregador não tivesse descoberto que nenhum dos dois tinha inscrição no sindicato nem um passaporte. Estranhamente, a decepção de Dick foi superior à de Perry: “O Brasil! É lá que estão construindo uma nova capital. A partir do zero. Imagine só, chegar a um lugar numa altura destas! Qualquer imbecil pode fazer fortuna!”

(Truman Capote, “A sangue frio”, p. 260)