compasso

essa semana estava conversando com o Márcio sobre economizar dinheiro e ele me disse que estava “viciado em liquidez”, guardar fundos e uma hora dispor deles com algo realmente legal. isso me leva ao axioma de Rogério Eugênio, live below your means – que, por sua vez, puxa o lagom är bäst sueco: ter apenas o suficiente é o melhor.

gosto dessas ideias. ultimamente tenho feito poucas compras, e mesmo quando viajei de férias não abri o bolso de forma desbragada. não quero parecer mais velho do que meus 30 anos, mas chega uma certa idade em que o perfil de consumo acaba mudando: você passa a querer menos coisas, e melhores.

apesar de eu estar precisando urgentemente de umas roupas, e em especial de um terno, no geral não tenho muitos objetos de consumo imediato. e, mesmo dentre o que me interessa, é bom procurar, pesquisar, ponderar o que se põe na cesta.

esse mês, sabendo o valor que poderia destinar a coisas frívolas, apareceram duas coisas que achei bem interessantes. a primeira foi uma caixa com 25 cds de jazz, e bons cds: um dos melhores da Sarah Vaughan, “Lady in Satin” da Billie Holiday, “Kind of blue” do Miles Davis, o disco italiano do Chet Baker e um de blues da Nina Simone, dentre outros. com o frete e os 6,38% de IOF, saiu por… 100 reais.

100 reais por 25 discos. caramba. deve haver alguma(s) tralha(s) no meio da caixa, mas por esse preço eu nem tenho como achar ruim.

depois recebi um email da Wine.com.br sobre uma marca de champanhe que não conhecia: Montaudon. ela pertenceu ao grupo LVMH entre 2008 e 2010, numa manobra para adquirir terras, coisa muito restrita na região de Champanhe, única que pode batizar espumantes com esse nome. depois foi vendida e sua bebida ganhou 91 pontos (de 100) de um crítico chamado Robert Parker, bastante famoso. o preço era uma pechincha: R$ 90 – 40% menos que uma garrafa de Piper-Heidsieck, a champanhe mais em conta na Scotch House.

não entendo nada de vinhos, então vou provando-os até formar meu gosto. adoro cava, gostei dos vinhos da vinícola argentina Alamos, acho os da uva sul-africana Pinotage um excelente custo-benefício, a patroa me mostrou os da uva Carménère, comprei uma garrafa de Batasiolo Barolo depois de ler sobre esse vinho no Bacco e Bocca, para tentar (ainda não provei). e não tenho pretensão nenhuma de virar enólogo, só quero ficar alegre (hic) com algo gostoso.

e ei, eu não tomo tanto vinho assim. mas R$ 90 por uma garrafa, embora mais do que eu pague numa garrafa de vinho normalmente, parecia uma boa… e assim o fiz.

acho que foram duas boas compras. posso estar errado, se os cds forem uma porcaria e a champanhe também, mas pelo menos o prejuízo não será grande. por ora, foram dois grandes negócios.

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