funny time of year

tem uma época do ano que me deixa feliz: ela vai da primeira chuva depois do período de secas até o início das cigarras e do horário de verão. tem ano em que esse período dura dois meses, tem ano que não chega a um.

não tenho um nome específico para ela. a edição 2012 começou na última sexta-feira e está ali fora, pronta para que eu e você aproveitemos. mas provavelmente só vou desfrutar dela no ano que vem, já que continuo mergulhado em coisas para fazer. mas não posso reclamar: esse esforço todo haverá de dar em algo.

o período de provas na faculdade começou no mesmo dia, sexta passada, e vai até a segunda-feira da semana que vem. não estou estudando, não estou lendo os textos, acreditando na facilidade que é cursar uma graduação de um curso que vivo na prática há uns dez anos. mas no meio disso há uma pilha de teoria, aquela coisa para a qual nunca me atentei além de pequenos detalhes que já se perderam com a redação das páginas ao longo do tempo.

há ainda uma outra prova para a qual estou estudando, que aconteceria no próximo domingo e deve rolar no meio do mês que vem. ela é só o começo de um desfiladeiro ainda maior, que vai se tornar uma escarpa a rasgar boa parte do meu próximo ano e que, quem sabe, tenha boas notícias ao final do penhasco. estou falando difícil, não sei como descrever isso. vou só vivendo, tentando me preparar para aquilo que posso e pronto.

de um mês para cá comecei a me submeter à ditadura do temaki, aquele cone japonês que virou meu jantar em metade dos dias da semana: tem a porção certa da comida certa, e o que a lanchonete da faculdade vende é gostoso, fica pronto em pouco tempo e não custa os olhos da cara. a ditadura do temaki abrange também meu atual consumo cavalar de chá gelado, de pêssego e de limão, de qualquer marca mas sem açúcar. e também tem a ver com o fato de que passei três semanas ouvindo apenas música lounge, eletrônica leve e instrumental, porque não queria perder meu tempo pensando em música.

perdi dois quilos, mas a dieta previa que perdesse cinco. mudei meus hábitos alimentares nos sete dias da semana, comprei mais uma garrafa de chá gelado e estou tentando me segurar nos eixos, tanto na ingestão de comida quanto na disposição física. não tem sido fácil. não vai ser fácil. mas se eu quisesse mesmo algo fácil, já teria jogado a toalha para muitas coisas da minha vida há um bom tempo.

não quero chegar a lugar algum com esse post, só desabafar. o fim do lounge chegou uns dias atrás, depois de o Fábio me lembrar que os primeiros discos do REM existem. a coisa passou por um monte de músicas aleatórias da Nina Simone, depois pela “September song” do Bryan Ferry e chegou a “Graffiti women“, do Suede, cuja letra não entendi até agora. melhor: meu cérebro, atualmente em lento processo de cocção e fritura, não processou como deveria.

mas essa situação toda não me impede de ir até a janela de vez em quando, entre uma missão e outra, e ver o céu todo cinza enquanto a água desaba ao redor daqui. nem de abrir um sorriso perto da hora de o sol se por, porque de alguma forma acho que o poente dessa época não tem equivalente em termos de beleza. dentre as razões todas para me animar, essa é a que me acompanha há mais tempo, antes mesmo de eu morar aqui. e que bom que, no meio de tanta coisa que me ocupa a cabeça, eu não tenha desaprendido a gostar desses dias e a lembrar de como são bons.

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