gracinha

o dia começa bem animado, com as três notas com declarações do Jarbas Vasconcelos que leio na coluna do Lauro Jardim: na primeira, diz que uma das esperanças para 2014 incorporou-se à paisagem de mediocridade do Senado; na segunda, que aquele ex-ministro da Saúde que dizia que crianças indígenas morrendo de diarreia era algo “normal” é um “perdedor nato”; e fecha dizendo que o projeto de poder dos molambos está no fim, e que o apedeuta está definhando.

bom acordar com algo assim, viu…

zodíaco

olha o que o Rogério me mostrou: o horóscopo de hoje, 26 de setembro, do Estadão. e não, não foi feito pelo Diogo Mainardi, mas pelo Oscar Quiroga.

Progresso

Data estelar: Mercúrio e Júpiter em trígono; a Lua cresce no signo de Aquário

O progresso que você tanto deseja e merece não depende das manobras dos governos, eles têm apenas um interesse em você: extorquir seu trabalho com impostos que nunca retornarão na forma de promover o progresso que você tanto deseja e merece. A saída dessa ciranda é depender o menos possível dos governos, pagar os tributos mínimos, na mesma e exata medida do mínimo que esses governos devolvem na forma de melhorias e, enquanto isso, organizar-se em pequenos grupos independentes que resolvam o progresso sem contar com o auxílio das instituições, que só estão interessadas em extorquir o trabalho do povo com impostos pesados e contraproducentes. Francamente, só advogam o crescente fortalecimento do Estado os que foram seduzidos pela ideia autoritária de mamar nas tetas até o fim de suas vidas.

na atual bateria de estudos para a prova que interessa, tenho negligenciado as provas que não interessam no curto prazo – no caso, todas as da faculdade. ontem à noite tive uma delas, e não havia lido nada do material que foi mandado.

sem condições de processar coisas difíceis fora do meu foco, imprimi alguns slides das aulas tidas, li-os e fui para lá. alguns minutos antes pensei “talvez eu me ferre, não li nada mesmo”, e quando cheguei na sala meus colegas tremiam feito vara verde*. daí veio a prova… e eu nunca fiz nada tão fácil em quase 31 anos de vida.

deu aquela vontade de citar o maconheiro Julian Casablancas e perguntar para a tia professora: “is this it?”. era.

(“tremendo feito vara verde” é uma expressão bastante adotada no Alabama e que quer dizer “tremendo nas bases” ou, em casos extremos, “borrando-se de medo”)

links, caramba

– Michael Gove, ministro da Educação do Reino Unido, em um discurso antológico feito no ano passado (via Jonas);
a Lisa adora Karmann-Ghias. eu também. ando babando nos carros do pessoal do The Samba, fórum dedicado a VWs antigos, e tentando esquecer a ideia de comprar um para restaurar;
– “Gangnam Style”, do Psy, é uma senhora música. com um senhor clipe e uma senhora dancinha constrangedora. nem o fato de terem achado uma bandeira do Brasil no vídeo (a 1’22”, do lado direito) faz dela menor. caramba;
– de vez em quando ainda me dá vontade de morar em São Paulo. daí leio coisas como isso e me desanimo bastante – ainda que a foto com legenda “Marginal Pinheiros” não pareça ser a referida via.

funny time of year

tem uma época do ano que me deixa feliz: ela vai da primeira chuva depois do período de secas até o início das cigarras e do horário de verão. tem ano em que esse período dura dois meses, tem ano que não chega a um.

não tenho um nome específico para ela. a edição 2012 começou na última sexta-feira e está ali fora, pronta para que eu e você aproveitemos. mas provavelmente só vou desfrutar dela no ano que vem, já que continuo mergulhado em coisas para fazer. mas não posso reclamar: esse esforço todo haverá de dar em algo.

o período de provas na faculdade começou no mesmo dia, sexta passada, e vai até a segunda-feira da semana que vem. não estou estudando, não estou lendo os textos, acreditando na facilidade que é cursar uma graduação de um curso que vivo na prática há uns dez anos. mas no meio disso há uma pilha de teoria, aquela coisa para a qual nunca me atentei além de pequenos detalhes que já se perderam com a redação das páginas ao longo do tempo.

há ainda uma outra prova para a qual estou estudando, que aconteceria no próximo domingo e deve rolar no meio do mês que vem. ela é só o começo de um desfiladeiro ainda maior, que vai se tornar uma escarpa a rasgar boa parte do meu próximo ano e que, quem sabe, tenha boas notícias ao final do penhasco. estou falando difícil, não sei como descrever isso. vou só vivendo, tentando me preparar para aquilo que posso e pronto.

de um mês para cá comecei a me submeter à ditadura do temaki, aquele cone japonês que virou meu jantar em metade dos dias da semana: tem a porção certa da comida certa, e o que a lanchonete da faculdade vende é gostoso, fica pronto em pouco tempo e não custa os olhos da cara. a ditadura do temaki abrange também meu atual consumo cavalar de chá gelado, de pêssego e de limão, de qualquer marca mas sem açúcar. e também tem a ver com o fato de que passei três semanas ouvindo apenas música lounge, eletrônica leve e instrumental, porque não queria perder meu tempo pensando em música.

perdi dois quilos, mas a dieta previa que perdesse cinco. mudei meus hábitos alimentares nos sete dias da semana, comprei mais uma garrafa de chá gelado e estou tentando me segurar nos eixos, tanto na ingestão de comida quanto na disposição física. não tem sido fácil. não vai ser fácil. mas se eu quisesse mesmo algo fácil, já teria jogado a toalha para muitas coisas da minha vida há um bom tempo.

não quero chegar a lugar algum com esse post, só desabafar. o fim do lounge chegou uns dias atrás, depois de o Fábio me lembrar que os primeiros discos do REM existem. a coisa passou por um monte de músicas aleatórias da Nina Simone, depois pela “September song” do Bryan Ferry e chegou a “Graffiti women“, do Suede, cuja letra não entendi até agora. melhor: meu cérebro, atualmente em lento processo de cocção e fritura, não processou como deveria.

mas essa situação toda não me impede de ir até a janela de vez em quando, entre uma missão e outra, e ver o céu todo cinza enquanto a água desaba ao redor daqui. nem de abrir um sorriso perto da hora de o sol se por, porque de alguma forma acho que o poente dessa época não tem equivalente em termos de beleza. dentre as razões todas para me animar, essa é a que me acompanha há mais tempo, antes mesmo de eu morar aqui. e que bom que, no meio de tanta coisa que me ocupa a cabeça, eu não tenha desaprendido a gostar desses dias e a lembrar de como são bons.