assim

fui e voltei de Paraibuna ontem mesmo. apesar de meu pai dizer que “não precisava”, eu tinha de ir e pronto.

fiz o certo: é bom ver a família toda, mas é péssimo ver que a reunião se dá por algo tão triste. todo mundo arrasado, como não podia ser. meu pai fez um discurso prolixo antes de o cortejo subir para a missa de corpo presente. falou demais, citou T.S. Eliot, fugiu um pouco do assunto e foi repreendido pelo meu tio Valmir. segurei uma das alças do caixão no caminho para a missa de corpo presente, e depois dela, o enterro. não há muito o que dizer, exceto pelo fato de que continua a ser a coisa mais triste do mundo.

a última morte na família havia sido há dezenove anos, quando minha bisavó, d. Escolástica (1899-1993), mãe da minha avó falecida anteontem, se foi. a morte de dona Vicentina deixa um vazio que já é sentido pela gente, e com o qual vamos aprender a conviver. e é isso.

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