pesticida

parei de escrever sobre música no final do ano passado e, como consequência não planejada, parei de acompanhar os discos e músicas que são lançadas. ouço uma coisa ou outra ajudando na Popload, mas não vou atrás de baixar nada, comprar nada etc.

essa semana me dei conta de que, salvo por “Are you mine?”, a última do Arctic Monkeys, não tinha ouvido NENHUMA música lançada em 2012. vergonha? não, só não me deu vontade mesmo. mas resolvi ir atrás do que tivesse saído por aí. deu no seguinte:

– “999”, primeira música de trabalho de “Jäg är inte rädd för mörkret”, novo do Kent, é uma droga. “Jäg ser dig”, a segunda, melhora pouca coisa;
– do disco novo do dEUS, “Following sea”, só gostei de “The give up gene”;
– a menina do Best Coast bem que podia se esforçar para cantar melhor. tem umas coisas legais no disco, mas ele dá impressão de ter sido feito de má vontade por alguma manifestante do Occupy Wall Street louca para voltar ao acampamento;
– o do Sigur Rós merece mais atenção, vou com calma;
– João Paulo me recomendou o novo do Dirty Projectors. ouvi e achei canalha. não sei se gostei ou não, mas é canalha… e do meio pra frente o disco fica um lixo;
– e o novo do Garbage… “Felt” é boa, mas jura que eles ficaram tão chatos assim?

ou então eu parei de ouvir música na hora certa: estou velho demais para isso tudo, de forma geral. vou comprar os próximos do Arctic Monkeys e torcer para o sertanejo continuar bem.

Anúncios

refrigerador

fiz uma pequena faxina no Google Reader, tirei algumas coisas que raramente lia – a maior parte delas, por ter se provado irrelevante. assinei achando que poderia ter alguma coisa legal ou que eu fosse precisar, o que raramente ocorreu, mas não foi o que vi.

foi a primeira vez que tirei coisas de lá, e foi bom. foi como arrumar a casa e jogar fora coisas físicas que não se usa mais.

*

jogar fora o que não se usa mais abre espaço para outras coisas: semana que vem tem projeto novo. estou com frio na barriga, o que é um pouco estranho – eu não tenho nada a perder, não deveria ser assim. mas tem coisas que a gente não controla. não sei o que isso vai me trazer no final, mas acredito em coisas boas a caminho.

*

acordei agora há pouco e liguei a tevê. passando pelos canais, deparei-me com o final de “Gatinhas e Gatões”, um daqueles filmes que, se não é arte, é obra-prima do entretenimento. infelizmente foi bem a cena final, aquela que toca essa música… quando estou à toa e me deparo com alguma reprise de filme do John Hughes, não consigo fazer outra coisa senão assistir até o final. vou atrás dos DVDs…

bagunça

ontem comecei a tomar um termogênico chamado Push Extreme, para ficar mais disposto durante o dia. não só durante o treino físico, mas o dia todo mesmo, já que algo me faz morrer de sono – não sei se o ar-condicionado ou o fato de que durmo sete horas por noite, por exemplo. ainda não senti diferença de entusiasmo durante o dia, mas à noite o suplemento já cobrou seu preço: demorei para pegar no sono, acordava a toda hora… foi uma noite horrível. culpa dos componentes da fórmula, uma bomba de cafeína, taurina capsaicina e outros estimulantes.

espero que meu corpo se acostume com essa coisa, ou estarei ferrado.

planeta

Trieste é uma cidade no leste da Itália, a uns trinta quilômetros da Eslovênia e cem de cidades italianas na fronteira com a Áustria, como Pontebba e Sauris. esteve sob domínio do império da família Habsburgo até o final da Primeira Guerra Mundial, tendo sido o principal ponto do litoral austríaco – uma imagem tão idílica que só fui descobrir hoje que um dia houve um. passou ao domínio italiano há pouco menos de um século, embora meio milênio de domínio a partir de Viena e imediações tenha marcado de forma indelével a arquitetura local. a população de Trieste hoje é de 200 mil pessoas, um pouco pequena para o meu gosto. o litoral da Croácia, que tem umas praias de água quente (e algumas até com areia) fica a 150, 200 quilômetros de Trieste, que tem voos diretos para Londres, Bruxelas, Roma e, em uma certa época do ano, Barcelona.

vejamos: o idioma falado por lá é fácil (ignoremos os dialetos), a arquitetura é austro-húngara, a distância até a praia e as montanhas é pequena, o custo de vida deve ser menor que o de Roma e há voos diretos para algumas grandes cidades europeias. bom demais para ser verdade?