epicíclico

depois de um mês experimentando formas alternativas de transporte (Reebok, Adidas, metrô de Brasília, táxi e até o C4 da patroa), tenho o prazer de anunciar que a Kim está de volta. quem acompanhou o drama lembra que estava vazando água para o cilindro, com o estrago chegando aos pistões e às camisas. não sei se essas fotos que tirei mostram alguma coisa, mas o quadro era esse:

como já haviam mexido, e mal mexido, no cabeçote, o orçamento para recuperá-lo era da metade do valor de uma CLK dessas, absolutamente inviável. contei meu drama aos colegas de Portal Mercedes e até pensei em vender o que havia sobrado da Kim e comprar um Fiat 500. felizmente, graças à ajuda deles, logo recebi mensagens pedindo calma e a sugestão de trocar logo o bloco e o cabeçote, o que sairia bem mais em conta e evitaria o gasto de vela boa com defunto ruim.

mais calmo com as intervenções dos confrades, graças a uma dica de um deles achei um bloco+cabeçote de motor M113 na ML Imports, um desmanche de Porto Alegre. comprei-o, despachei-o para cá e deixei aos cuidados da Clínica do Carro, onde costumo realizar a manutenção – e inclusive a recomendo a todos, donos de Mercedes-Benz ou não.

o motor chegou no dia 10:

simpático o M113, não? a montagem dele foi finalizada no dia 12 e então ele começou a ser testado pelo pessoal da Clínica do Carro. agora há pouco fui buscar a Kim na oficina, ela está linda demais. nessa história, aproveitou-se para arrumar os bicos e trocar os calços do motor. com tudo isso (novo bloco, frete, mão-de-obra, peças conexas e óleo) o orçamento não chegou aos cinco dígitos, embora tenha se aproximado.

barato? depende. em números absolutos, de jeito nenhum. mas quando dei a partida nela, arrumei o banco, liguei a música e saí com o carro, veio a certeza: fiz bem demais em não ter desistido, a felicidade que me deu em dirigi-la foi intangível… estou no trabalho, agora, e não vejo a hora de ir para casa, pelo caminho mais longo possível.

tem ainda uma outra coisa: no dia do Natal eu estava em São Paulo, visitando meus pais, e peguei o Civic do meu pai para ir até a casa da minha avó, em Paraibuna, num trajeto de 110 quilômetros. até o começo do ano passado, quando meu carro era um Peugeot 307, o Civic era minha referência em prazer ao dirigir, em conforto, enfim, naquilo que a “Car Magazine” inglesa chama de feelgood factor. dirigindo o Honda pela primeira vez depois que comprei a CLK, com cinco quilômetros de Via Dutra vazia eu só conseguia pensar “PQP, EU QUERO A KIM DE VOLTA” – no dia seguinte, de volta a Brasília, a minha primeira preocupação foi com a volta dela. agora é só eu passar uns meses lembrando da felicidade em dirigir a Kim enquanto pago (com gosto) por isso…

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One thought on “epicíclico

  1. Tenho uma amigo totalmente quebrado que possui um fiat siena para esposa e um uno para ele trabalhar. Levou os 2 carros na concessionaria fazer revisões de rotina. Uma semana depois, recebe uma ligação da central de atendimento da fiat e oferecendo um cartão fidelidade seja lá o que isso possa ser. A atendente começou falar e agradecendo por ele ser um bom cliente possuidor de 2 carros da marca etc. A resposta dele foi: moça eu gosto é carro alemão, so tenho fiat pois não tenho dinheiro.

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