botanical green

When I met him, walking around the garden in the Palais of the Elysee, he keeps giving me all these flowers’ names. He knows all the Latin names, all these details about tulips and roses. I said to myself: “My God, I must marry this man, he’s the president and he knows everything about flowers as well. This is incredible”.

Carla Bruni, que caiu de amores pelo jardineiro.

tântalo

essa história de a teoria da relatividade estar furada e existir como superar a chamada “velocidade da luz” tem-me divertido sobremaneira. não entendo da coisa em níveis técnicos, mas é sempre legal quando uma certeza universal, ainda não provada cientificamente, faz água – ou ao menos é questionada.

ao mesmo tempo, é legal porque abre mais opções de explicação. mas é, principalmente, um lembrete de que ainda existe muita coisa desconhecida por aí. que não é o fim da história, nem estamos perto disso. então, de volta ao trabalho.

mordida

oi, tudo bem? estou em falta com isso aqui, é verdade. melhor começar falando sobre algo ameno, tipo comes e bebes. ou não?

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em sua última estada em Chicago, meses atrás, João Paulo se encantou com o Whole Foods. e não é só porque ele é hipster, mas parece que realmente tem umas coisas legais por lá. orgânicos e integrais ou não, o mais próximo que temos do Whole Foods aqui no Plano Piloto é o Oba!, um hortifruti de Campinas, cujas lojas têm tamanho semelhante ao dos mercadinhos que encontrei em Londres.

o legal é que o daqui pega pão de sal da Quitinete (superestimadíssima, especialmente como restaurante, mas com ótimos pães), chocolates importados que não acho nem na Casa Ouro, várias cervejas artesanais brasileiras e uma seleção de coisas integrais e orgânicas, claro. fora os sucos próprios: um deles é a razão de escrever isso aqui. comprei ontem uma garrafa de suco de mexerica (R$ 5 por um litro, não é tão mau assim). e o suco é delicioso.

repito: delicioso. doce na medida certa, com gosto suficientemente distinto do suco de laranjas (que na versão Oba! é R$ 2 mais caro) e, para quem se amarra num buy local, perfeito. levei para casa junto com outras coisas legais: chocolate After Eight, farinha de tapioca, bananas, bolacha de linhaça… e um biscoito suíço que leva o nome da minha cidade (e que saiu muito barato).

não dá para comprar sempre lá, já que o Oba! é geralmente careiro. mas indo atrás do custo x benefício, como nos biscoitos e no suco, dá para levar umas coisas legais para casa.

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sábado passado fui com a patroa tomar café na Pães & Vinhos, uma padaria bem legal no Sudoeste (tem também no Lago Norte). difícil destacar só uma coisa boa: um queijo quente especial na ciabatta, um patê de chancliche, cheesecake de amora, macarons de damasco… e por aí vai. tudo em pequenas porções, tudo bem gostoso, tirando pelo pastel de Belém, que perde até para o do Habib’s. mas aí também é pedir demais.

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essas padarias grandes, como a Pães & Vinhos, correm o risco de se perderem em meio a tanta coisa ofertada, como diz com precisão o Alhos, Passas & Maçãs em texto sobre a Julice, em SP. daqui a pouco elas viram casas de sucos cariocas, como as que o Seth Kugel recomendou no New York Times (veja as fotos também).

ler isso me deu saudades da Zona Sul do Rio de Janeiro, ah, se deu. e é divertido ler os comentários desse texto, com os cariocas escorraçando a casa de suco escolhida pelo repórter (Beach Sucos) e apontando, por aclamação, Pólis Sucos e BB Lanches como as melhores. é, preciso voltar às terras cariocas…

inflação

recebo um email de um dos dois melhores restaurantes de Deprelândia, anunciando o cardápio do almoço executivo de amanhã:

– carpaccio de abobrinha
– spaghetti ao alho e brócolis com mini-polpetones
– linguiça assada na cachaça com tutu de feijão e arroz.

o preço: R$ 12 POR PESSOA. inacreditável de tão barato, para quem vive em Brasília. e a sobremesa? doces caseiros por R$ 4.

só assim para eu sentir saudade de lá…

ziriguidum

segunda-feira à noite e o cansaço bate como se quinta-feira fosse. inspira, expira, um copo de água – com gás, sem gás, tanto faz. amanhã tenho uma hora a mais de sono, e academia logo pela manhã: antecipo o treino de sexta-feira e o final de semana começa mais cedo.

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Marcelo escreveu sobre as novas edições de luxo, muito luxo, de alguns discos. até mostrei a do “Achtung Baby” para o Alexandre, maior fã dessa fase boa do U2 que conheço (ele também gosta da fase ruim), e na hora ele já pensou em como obter os mais de US$ 600 pelo pacote Über Deluxe, que inclui até o oclinho do Bono.

e perto dessas reedições, as do Suede são a coisa mais pálida do mundo. só que o conteúdo sonoro é muito melhor…

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falando em luxo, olha aí: lugares onde os hotéis cinco estrelas são baratos. ou quase isso. duro é quando vêm te falar de acampamento, de quarto coletivo em albergue… só não digo que estou muito velho para isso porque já queria ficar em hotéis estrelados quando tinha 16 anos.

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just stick your pinga in a bucket of Mountain Dew and don’t move. é com esse conselho que o DListed termina um post sobre o polígamo do polígono das secas (isso soou legal). sábio conselho e um desfecho classudo, o problema é achar Mountain Dew no país da mandioca…