solar

não sou dos maiores fãs de usar casacos. pelo menos não em Brasília, onde faz 12 graus na hora em que vou para a Telerj e às dez da manhã a temperatura já chegou aos 27, ensejando uma verdadeira operação cebola, aquela em que você vai tirando as camadas. o resultado é que saio em mangas de camisa, pego no máximo dez minutos de frio… e chego no trabalho já espirrando.

de volta em casa, terapia de choque (quatro a seis gramas de vitamina C em 12 horas, mais um Naldecon, um banho quente e um cochilo) para resolver isso. enquanto isso, tome espirro e olhos vermelhos como os de um maconheiro.

mas só os olhos, eu não curto tchose.

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fugindo

acabaram de me oferecer aqui uma viagem para São Paulo, a trabalho, no próximo dia 18. como prometi nunca mais botar meus pés na cidade (nada contra quem gosta, mas eu tenho meus problemas com SP), recusei de pronto.

sinto-me uma pessoa 5,48% melhor.

carpete

em agosto eu termino de pagar meu carro e, já tendo alguma reserva e uma cabeça de petróleo, comecei a buscar o sucessor dele já tem algum tempo. acho que foi no dia seguinte à compra dele, na verdade.

mas esse ano a brincadeira ficou mais séria, e em abril eu cheguei a acertar a compra de uma BMW E39 540i, que só não foi fechada porque o dono sumiu quando pedi para que ele levasse o carro a uma oficina especializada nos carros da marca bávara.

sem fechar negócio nela, voltei a procurar uma sucessora, e acabei achando, em Curitiba, uma Mercedes-Benz W208 CLK 320, linda de morrer e com algumas vantagens: estava em uma concessionária, tem o seguro barato e, como alguns sabem, os carros da marca de Estugarda envelhecem bem melhor que as BMWs.

mas apareceu outro interessado e a levou hoje, sem que eu pudesse conferi-la ao vivo.

assim sendo, o jeito é quitar meu siri cozido e ir juntando dinheiro para o novo brinquedo, para não ser pego de surpresa quando o próximo aparecer.

*

quando voltei de Roma, semanas atrás, passei dois dias em Deprelândia, e lá usava o Bootboy (apelido que dei ao Honda Civic do meu pai e que nunca tinha falado a ninguém). como ele tem 30 cavalos a mais que meu siri cozido e um câmbio muito bem escalonado, assumir o volante é uma delícia. e nesses dois dias eu descobri que não consigo dirigir o Bootboy de outra maneira a não ser achando que eu o roubei, ou seja, descendo a lenha no acelerador.

mas aí eu voltei para Brasília e percebi que ando fazendo o mesmo com o meu carro. isso não vai acabar bem.

*

aliás e a propósito: o apelido do Civic é Bootboy porque no dia em que eu o dirigi pela primeira vez, o céu estava mais ou menos igual à capa do How I learned to love the bootboys, disco dos Auteurs. sem o mar e sem os carneiros, mas com uma paisagem igualmente bucólica, a caminho de Paraibuna.