valeu

oi, tudo bem? continuo em Deprelândia, fico até a próxima quarta-feira. quase não tenho saído de casa, já que não há muito o que fazer e o calor lá fora tem sido implacável. então não há muito assunto, e com algum esforço dá para dizer o seguinte:

– li dois livros em seis dias. o primeiro foi o “Cozinha confidencial“, do Anthony Bourdain. foi esse que o transformou de cozinheiro a celebridade, já que hoje em dia ele só quer saber de televisão e coisas do tipo. trata-se de um mergulho nos bastidores da cena gastronômica de Nova Iorque, obviamente contado através da trajetória do chef, com alguns grandes momentos no meio. obviamente ele não tem pretensões eruditas, mas tem um grande mérito: escreve muito bem, de forma que você fica curioso para saber o que vem pela frente. e um dos últimos capítulos, que descreve uma viagem de Bourdain ao Japão, é simplesmente antológico.

– o segundo livro, que terminei agora há pouco, foi “Zazie no metrô“, do Raymond Queneau. esse é um romance levemente surrealista e no qual a construção dos personagens é feita de um jeito completamente diferente de qualquer outro livro que li. conta o que acontece com a Zazie do título, uma menina de uns dez anos, quando vai passar uns dois dias na Paris da década de 1950 (ela é do interior da França). é uma bela mistura de surrealismo com absurdo, embora você nem sempre se dê conta do absurdo – essa é uma das graças do livro. curiosamente, eu achei que a forma como o narrador descreve a Zazie é igualzinha à forma como um petista descreve o atual presidente da República – esse que, graças a Deus, tá vazando hoje. leiam e me digam – o livro é muito bom.

– ontem à noite fui ao Paestum, que era meu restaurante preferido quando ainda morava em Deprelândia. as bruschettas da entrada encolheram, mas continuam deliciosas; meu filé recheado com tomate seco e a excelente muçarela de búfala da casa estava delicioso, mas o risoto de alcachofra que o acompanhava não tinha sido reduzido do jeito certo e mais parecia uma canja – inclusive porque o sabor se diluíra. de sobremesa, um sorvete de limão siciliano, sem leite, que era puro frescor – como se tivessem refeito a soda limonada na hora, uma delícia.

bem, ainda tenho algumas aventuras literárias e gastronômicas por aqui. ainda hoje devo começar o “Histórias fantásticas“, do Adolfo Bioy Casares (oi, Jonas), e já tenho em mente alguns lugares onde quero comer durante a semana…

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