Interlagos ’91

e então, bora assistir à biopic do Ayrton Senna?

daqui a pouco vou com os Porto conferi-la. voltar vinte e poucos anos no tempo e ativar as memórias mais claras da minha infância. choradeira à vista…

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salgadinho

enquanto meus amigos, como o Craudio e o André, sabem fazer risoto de funghi e filé ao gorgonzola (qualquer dia falarei a respeito do uso desses pratos), eu dificilmente saio do trivial na cozinha. já sei fazer um filé gostoso, meu macarrão não é nada mau. mas o arroz, coitado, sempre saía ao estilo argentino: completamente sem tempero, sem gosto, a Dave Matthews Band dos cereais.

disposto a virar o jogo, ontem comprei um genérico do Sazón chamado Mais Sabor, da Kitano. hoje temperei o arroz (integral, estou em dieta permanente) com ele… e deu certo. é, ficou com gosto, e bom: pela primeira vez em 29 anos o meu arroz tem um gosto decente. viva!

Eximbank

por outro lado, tive uma grande ideia para substituir as importações de um produto, gerar empregos e diminuir o déficit na balança comercial brasileira. é o seguinte: até 2004/5, a Ambev produzia no Brasil uma das minhas cervejas preferidas, a Carlsberg, sob licença da matriz dinamarquesa.

contudo, naquele período o trio de ferro que comanda a cervejaria brasileira passou o garrote na Interbrew, a belga que é rival de morte da Carlsberg (e ambas da Heineken). com isso, cessaram os meus porres com a loirinha dinamarquesa e, no seu lugar, ganhamos a Stella Artois. e a Carlsberg desapareceu do mercado.

agora estão trazendo, de forma independente, algumas garrafas dela, mas importação independente não tem escopo para baixo custo, e a origem dinamarquesa implica em frete alto e taxação. se feita no Brasil, uma garrafa de 355 ml de Carlsberg custaria por volta de R$ 3, mas estão trazendo uma de 290 ml por R$ 8 e uma de 660 ml por R$ 19.

é um preço adequado para uma cerveja dita premium, mas acontece que a cerveja juta, assim como a mexicana Corona, não é para ficar degustando, e sim para beber a balde. então, embora seja louvável a iniciativa de se importar para matar as saudades, e tomar uma de vez em quando, continua não sendo possível fazer um churrasco inteiro regado a Carlsberg.

para quem se interessou: o Empório Soares e Souza, na 212 norte, tem as garrafas de 290 ml, enquanto um outro lugar aí, que mestre Craudio me apontou, tem as de 660 – esse santo eu só revelo pessoalmente.