nirvana

I don’t care. Or vote. I’m a white male. Election results don’t affect me.

Don Draper, protagonista da série Mad Men, em um momento que oscila entre o desdém e a filosofia de Santo Agostinho. gênio.

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vende-se

por conta de uma oportunidade única que surgiu, estou vendendo meu carro.

trata-se de um Peugeot 307 Presence, ano 2005/6, cor prata. tem motor 1,6 16v de 110 cavalos, câmbio manual, e destaco os seguintes equipamentos:

– dois airbags (frontais para motorista e passageiro da frente)
– freios a disco nas quatro rodas com ABS
– sistema de som original, com comandos no volante
– computador de bordo (onde inclusive está registrado o consumo médio do carro, de 12 km/l)
– todos os equipamentos que definem um carro como “completo” no Brasil: ar-condicionado, direção hidráulica e acionamento elétrico de retrovisores, travas e vidros – estes, inclusive com sistema one-touch e subida na chave.

como gosto muito de carros e cuido do que é meu, o carro está em ótimo estado. sou o segundo dono, o carro está comigo desde os 22 mil quilômetros (hoje tem 60 mil), todas as revisões foram feitas em concessionária, com os carimbos no manual – que, assim como as duas chaves, acompanha o veículo.

se tiver interesse, deixe um comentário ou me mande um email no palandi – arrouba – gmail – ponto – com. tenho fotos para enviar.

eugenol

oi, tudo bem? saí agora há pouco do consultório da doutora Jacira Bicudo, onde me submeti a uma cirurgia, conduzida pelo doutor Ricardo, em um dente molar. uma dor aparentemente inocente ganhou absurda força ao longo desta semana e se transformou em um pesadelo. depois de uma radiografia e analgésicos para aliviar a dor, tomei um antibiótico e sentei-me à cadeira do consultório.

depois de uma hora e vinte minutos de uma tensa operação, com direito a três injeções de anestesia, saí de lá com oito pontos na boca e algumas recomendações: não dormir de bruços até domingo (eu só durmo de bruços), não comer coisas crocantes até domingo (eu adoro coisas crocantes), ficar uma semana sem beber.

pera aí: como é que eu aguento eleições presidenciais sem bebida?

felizmente, no final das contas não foi preciso sacrificar meu molar, mas a recuperação plena vai levar um bom tempo. não terei restrições a partir da próxima semana, o que já me deixa feliz.

banha

parece que hoje é dia do funcionário público, daí colocaram um estande do Sam’s Club no pilotis do prédio da Telerj, e dois promotores de vendas para alegremente convencerem funcionários públicos e outros transeuntes a entrar no clube do falecido senhor Walton.

na mesma hora lembrei do People of Walmart, dedicado a fotografar gente feia e/ou esquisita nas dependências dos supermercados do falecido senhor Walton. e os funcionários públicos são uma versão brasileira, absolutamente fidedigna.

p.s.: não me orgulho disso, mas estive no Walmart na semana passada. uma pena que só lá eu acho água sanitária em galões de cinco litros…

rali

não lembro se já escrevi aqui, mas uma vez eu vi, eu juro, um Audi Quattro, o Ür-Quattro, aqui em Brasília. ele era cinza e estava descendo a comercial da 108 sul. foi tão rápido que mal pude ver ou pensar em fazer a volta (eu estava subindo a da 107) para segui-lo e escancarar minha admiração pelo carro.

lembrei disso porque acabei de ver no Inside Line uma matéria com o Ür-Quattro lado a lado com o modelo mais próximo de seu espírito na linha atual da Audi, o RS5. quer dizer, mais próximo é sacanagem: enquanto o original, de 1981, é um carro de rali com um interior de Santana levemente melhorado, o RS5 é um carro de luxo cujo trem de força calhou de ser a tração integral de Ingolstadt aliada a um V8 herege.

o A5, versão civil do RS5, é lindo, e um dos meus sonhos de consumo sobre rodas. mas ele consegue sumir quando vejo o Ür-Quattro… ai. esse é dolorido de tão lindo, mesmo três décadas depois.

francamente

mais uma matéria candidata a “melhor título de 2010”: Desconhecido músico local usa chapéu horrível e odeia hipsters. apesar disso (o chapéu é realmente horrível), o cara teve uma ideia interessante, se não anacrônica: um festival de bandas para dominar a cena indie nova-iorquina.

mas bem, por que é que eu estou falando disso? ah sim, por causa do título da matéria, que é realmente bom. e só.

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voltei à dentista, e surpresa: depois de uma radiografia, constatou-se que terei de me submeter a uma pequena cirurgia já na sexta-feira. triste, mas antes isso do que os três dias de dor desde o domingo. até lá, um arsenal de nimesulida, paracetamol e um outro remédio cujo nome esqueci.

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depois de um período sem escrever muito na Lei Seca, o Pedro Mexia está de regresso. e que regresso: em poucos dias, dois posts de me deixar boquiaberto (esse e esse). eu? só concordo com tudo, e os queria ter escrito.

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uma das coisas que mais me orgulho na minha vida profissional é de ter escrito, no ano passado, um texto que foi publicado na Capricho. infelizmente, não com o meu nome, o que seria a glória completa: mas ainda que esteja lá com a assinatura de outra pessoa, é meu e ninguém tasca. hoje recebi a encomenda de mais um, fi-lo em uns minutos… e vamos ver no que dá. eu aviso quando (e se) for publicado.