esquece

Jonas says: (21:41:54)
a patroa mencionou pro editor dela que tinha um conhecido trabalhando na Telerj e tals
Jonas says: (21:42:08)
ele: “poxa, ele daria um bom personagem pra revista!”
palandi says: (21:42:26)
cacete, vai ser a revista MAIS DESINTERESSANTE de todos os tempos

dissolvendo-se

Desenha-se, enfim, um cenário sombrio em que a política se limitaria aos jogos de poder, com os sórdidos lances habituais, dentro da coalizão hegemônica. Estarão criadas as condições para o surgimento de uma versão brasileira – com duas faces, a do PT e a do PMDB – da “ditadura perfeita” vivida pelo México décadas a fio sob o controle do PRI, o Partido Revolucionário Institucional.

é… dá até medo de pensar nessas coisas projetadas por um editorial do “Estadão” de hoje. (via Jonas)

how I made my millions

fato relevante: ganhei na Sena.

é, é verdade, ganhei na Mega Sena. o bolão aqui do trabalho acertou… a quadra. deu R$ 22 (e mais alguns centavos) para cada um.

eu posso investir o meu quinhão em gado, comprando um quilo de alcatra. posso aplicá-lo na Bovespa, comprando um lote de SANB4. posso especular com imóveis, comprando um tabuleiro de Banco Imobiliário usando essa bolada como entrada. ou quem sabe em petróleo, colocando oito litros de gasolina V-Power no meu carro.

skate

do chefe, hoje:

Eu vi muita coisa nesta vida acontecer em apresentações guiadas pelo grande Josh Homme. Já vi “enfrentarem” milhões de metaleiros com um show espetacular no Rock in Rio 2001. Já vi o tímido brasiliense Eduardo Palandi perder a compostura na frente do palco do Reading Festival em meio à inglesada maluca com o concerto do QOTSA. Já vi o maior número de mulheres da história fazer surf-crowd diante de um show deles num Lollapalooza destes.

pera aí: eu perdi a compostura num show do QOTSA e acabei de dizer ali embaixo que o Josh Homme não tem talento?

é, é verdade. se não tenho paciência para ouvi-los em disco, tenho que dizer que o Queens of the Stone Age fezi um dos melhores shows que vi na minha vida, em 2001. eu me lembro que a abertura do “Rated R”, com “Feel good hit of the summer” e “The lost art of keeping a secret”, era maravilhosa, mas que o resto do disco era caído. só que ao vivo não tem descanso, é pé embaixo. com a banda estourada na Inglaterra, então, foi uma experiência fantástica que durou cerca de uma hora, todo mundo ensandecido. o Lúcio ficou do meu lado durante boa parte da apresentação, de bermudão e casaco amarrado na cintura.

não era nem um dia muito quente, mas com a multidão aquilo ali parecia um forno. para diminuir esta sensação de inferno na Terra, os seguranças que ficavam entre a grade da plateia e o palco atiravam copos de papel cheios de água, e com sorte você conseguia um para matar a sede. e nesse dia, não vi que um dos copos estava vindo na minha direção. ele acertou os meus lábios, e foi uma porrada que só. não cortou, mas na hora doeu e eu fiquei com a boca inchada pelo resto do dia, pulando no meio da galera. fera demais.

mercadoria

depois de passar um tempo sem comprar cds (especialmente porque o toca-cds do meu carro tem uma certa gula e vez ou outra os retém), faz uns meses que voltei a encher as prateleiras de casa. abaixo, uma lista dos que recentemente passaram a integrar o acervo:

“Contra”, do Vampire Weekend. passei a simpatizar com a banda esse ano, quando o hype diminuiu e deu para ver que o primeiro disco, o de 2008, é um belo trabalho de world music de burguês, com umas guitarras por cima. como o “Contra”, saído este ano, estava mais barato que o primeiro, foi ele mesmo que levei. 21 reais, frete incluso, no eBay.

velho conhecido de quem me conhece ou lê este blógue, esse é o “Velocifero”, quarto disco do Ladytron. safra 2008, já falei bastante dele aqui. o que tenho a acrescentar é o que todo mundo sabe: a Helen Marnie é a mulher mais charmosa do mundo. coincidentemente, também paguei 21 reais por ele, frete incluso, no eBay.

esse é o “West ryder pauper lunatic asylum”, terceiro LP do Kasabian, que veio para comprovar uma tese que eu tinha desde o primeiro disco: a de que a banda é ótima, mas faltava acertar a mão. as duas primeiras são de provocar uns palavrões de tanta energia, enquanto o final do disco, em especial a dobradinha “Secret alphabets” e “Fire”, pegam mais leve no ácido em nome de um pop de primeira, pouco ouvido fora da Grã-Bretanha quando saiu, em 2009. e essa capa estilo Mutantes, então? saiu por 15 reais na página da Fnac.

quinze reais no Kasabian tá barato? paguei 12 no “Tonight: Franz Ferdinand”, em que o quarteto de Glasgow se recupera depois de um segundo disco com três músicas boas e um monte de bobagens. as vibrações desse aqui são muito melhores, como deu para perceber no concerto deles em Brasília, no começo do ano. arrisco até a dizer que esse disco, de 2009, perde por pouco para o de estreia. também comprado na página da Fnac.

OBRA-PRIMA. em maiúsculas, porque vale a pena: “Humbug” do Arctic Monkeys, só não entrou na minha lista de melhores da década porque só o ouvi em 2010, também fugindo do hype. é tão bom que chega a ser inacreditável que tenha sido produzido, em sua maioria, por um cara sem talento chamado Josh Homme. no final do ano devo escrever um texto sobre ele, inclusive destacando a melhora do Arctic Monkeys do primeiro disco para este, que é de chorar. outro do bonde da Fnac, saiu por R$ 25.

último disco comprado no pacote da Fnac, esse é outra obra-prima: “Rubber soul”, meu disco preferido dos Beatles, recheado de clássicos e começo da transição do ié-ié-ié do começo da carreira dos bizorros para a psicodelia – o processo iria um passo além, no “Revolver”. como disco dos Beatles NUNCA entra em promoção, achei justo pagar trinta reais num exemplar da mais recente remasterização, com embalagem caprichada.

ressonância magnética barata é isso aqui: 21 reais pelo “IRM”, da Charlotte Gainsbourg, em uma loja de cds em Palermo, Buenos Aires. só as duas primeiras já valem a aquisição do trabalho, mas ainda tem “Trick pony” e “Heaven can wait”. não bate o primeiro álbum da moça, mas se aproxima. e a foto da Charlotte na página 7 é de converter qualquer boiola…

ao contrário do Brasil, ir à Argentina e não comprar nada de bandas locais seria um desperdício. e qual não foi minha surpresa ao ver, por apenas R$ 9,50 em uma Musimundo da Calle Florida, “El templo del pop”, coletânea prematura da Miranda!, grupo argentino que faz pop eletrônico de primeira. imagine se o Human League torcesse pelo Racing. imaginou? agora veja isso tornado realidade.

o último cd desse post é o “Hu hu hu”, da mexicana Natalia Lafourcade, o melhor disco do ano passado que você não ouviu. achei-o quando já não tinha nenhuma esperança, e sem ter nenhuma referência mais concreta da obra da moça – e me surpreendi com o conteúdo desse aqui. apesar do estilo pessoal dela ser algo do tipo “Lily Allen com roupas comportadas”, ela compõe e toca quase todos os instrumentos, levando seu pop à fronteira com o experimental. “Hu hu hu” tem mudanças de andamento, texturas, arranjos de cordas… e é tudo embalado de forma bem leve. como a senhorita Lafourcade quer ganhar o mercado anglófono, o disco tem três músicas em inglês, que se misturam muito bem a seu castelhano. saiu por 21 reais… e abaixo vai o vídeo de “No viniste”, minha música preferida: