vai e volta

escrever não está sendo coisa constante, ultimamente. tem dias em que dá vontade, mas tem dias, como hoje, em que dormir onze horas parece mais interessante. e quando se acorda, qualquer outra coisa para fazer fica melhor… não?

bom, eu devia parar de dar desculpas e apenas escrever. na minha vida as coisas andam assim:

– terça-feira comecei a passar mal por uma mistura da gripe com a baixa umidade do ar que afeta Brasília por esses tempos. em cinco anos de cidade, eu nunca tinha sentido algo tão ruim com a seca, mas agora foi péssimo, e ainda não estou cem por cento;
– livrei-me de uma prova na quinta-feira, para a qual me preparei lendo quatro dos cinco textos cobrados, em um total de 101 páginas. não foi tarefa simples, e agora tenho de entregar umas resenhas, para outra matéria, até o meio desta semana – o que implica em ler mais textos, formar mais opiniões, escrever mais coisas fora deste blógue etc;
– esta semana minha chefe volta de férias e a nossa quitanda na Telerj vai ficar mais fácil de administrar. mas de qualquer forma o movimento até o final do ano é bem controlável, tudo está em compasso de espera até o começo do ano que vem;
– acabei de ver uma propaganda do iPhone 4 na televisão, no Discovery Travel & Living. eu estava sem vontade de ter um… e agora ela brotou;
– parte da semana foi passada ao som da nona sinfonia do Mahler, outra parte com o “604”, do Ladytron. ouvi umas músicas da banda da filha do Sting e achei assustadora a semelhança do vocal dela, Coco Sumner, com o pai – se eu fosse o cara, dava uma surra, quando chegasse em casa, para ela ter vergonha na cara… hahahahaha…

farol

Estou numa esplanada junto a um semáforo e imagino o que aconteceria se passasses no teu carro e me visses aqui. Mas não aconteceria nada: se estivesse verde seguias em frente, se estivesse vermelho paravas e arrancavas mal viesse o verde. É tudo o que nos resta: o código da estrada.

Pedro Mexia, ele, mais uma vez.

psicografia

ninguém te entende? bateu um vazio?

tá a fim de empatar tempo e dinheiro em um ano – ou mais – de terapia? quer se analisar mesmo?

tenho uma sugestão mais barata. anote:

1. o Alexandre hoje transcreveu um texto do Antônio Prata no “Estadão”, sobre completar 33 anos. não tem nada de novo, mas é extremamente verdadeiro e foi a leitura certa na hora certa – ainda que eu, por exemplo, tenha 28.

2. mais ou menos meia hora depois, começou a passar “Alta fidelidade” na TNT. tenho o DVD do filme, que hoje em dia você acha barato por aí, e em qualquer locadora que não tenha fechado ou liquidado seu acervo – esse foi o caso da antiga dona da minha cópia.

3. depois é só abrir uma garrafa de cerveja de 1 litro. pode ser a Stella Artois, a Schneider, a Isenbeck ou aquelas uruguaias; na falta, podem ser três latinhas de qualquer uma. mas a de 1 litro é especial porque tomar uma é, à primeira vista, uma façanha. aí depois você se lembra que, ao contrário, é completamente banal – mas pelo amor de Deus, não vá entornar um barrilete de 5 litros de Heineken. no meu caso, a dieta só permite álcool no sábado… pode parecer estranho, mas sei que a dica dada hoje vai continuar eficaz até lá.

depois você volta aqui e me diz como foi, mas te garanto que vai economizar tempo, dinheiro e paciência.