metido

caro francês que deixou esse pinxo no Setor de Autarquias Sul,

se seus caças Mirage são caros e caídos e o técnico de sua seleção escala os jogadores com base no horóscopo de cada um, não é problema nosso. sendo assim, respondendo ao que você escreveu, vá você.

continue fazendo croissants e não nos perturbe.

atenciosamente,

A DIRECTORIA.

já não bastava serem grossos com o Parreira...

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epic fail

no sábado à noite, em uma noite que foi uma completa derrota* no Velvet Pub, uma falha épica me chamou a atenção, bem como a dos que estavam à mesa comigo: lá dentro tinha um cidadão com um livro do Bukowski no bolso de trás da calça, destacando o sobrenome do autor. ficamos pensando se o cara realmente acredita que isso aí dá certo na hora de mexer com mulher, ou se acha que está num clipe do Belle & Sebastian. sério: numa hipotética escala FAIL, indo de zero (mandou mal de leve) a dez (absolute supermassive epic fail), ir pra náite com livro do Bukowski no bolso querendo pegar mulher com isso é nove. e seria dez se o livro fosse do Sartre.

lamentavelmente não tirei uma foto dessa vergonha alheia, que certamente teria lugar no Porra, Brasília.

* a noite foi considerada uma derrota completa porque, à uma e meia da manhã, horário em que deveria estar no auge, era possível contar o número de pessoas (vinte e duas) que estavam no Velvet – isso dispensa maiores explicações.

japa

ontem fui ao Kojima, aquele restaurante japonês da 406 sul, aberto desde o ano passado. nunca tinha ido, e achei bem diferente: tem uma opção à la carte e outra de rodízio, que deixa de fora a maioria dos pratos mais gostosos. tem bastante coisa esquisita no menu, o camarão empanado é ótimo e o temaki também, mas o molho desse é uma coisa estranha.

as porções de pratos quentes, que você tem de pedir (não rola uma bancada para você se servir, você pede e o prato vem até a mesa) são pequenas – mas você pode pedir mais a qualquer momento. a decoração é o ponto alto do restaurante, muito embora a gente vá nesses lugares para comer e não para ficar olhando o que fizeram na parede, forrada de vermelho e com pé-direito duplo em boa parte do ambiente.

ainda não sei se gostei da comida do Kojima: como disse, achei bem estranho. pelo menos os sushis e sashimis parecem ser os mais frescos de Brasília, e os pratos quentes perdem de lavada do Mitzu. no final das contas, deve ficar atrás desse, do decano Haná e do Sumô, os três melhores japas da Asa Sul. e do Sushi Brasil, no Lago Sul, outra maravilha.

tédio

(…) In the discreet white-collar realm, men and women are interchangeable, doing the same, mind-based work. Physicality is suppressed; voices are lowered and gestures curtailed in sanitized office space. Men must neuter themselves, while ambitious women postpone procreation. Androgyny is bewitching in art, but in real life it can lead to stagnation and boredom, which no pill can cure.

(…)

The sexes, which used to occupy intriguingly separate worlds, are suffering from over-familiarity, a curse of the mundane. There’s no mystery left. (…)

Camille Paglia, dizendo tudo no New York Times de hoje. (via Márcio)

quitanda

aproveitando que o João Paulo foi ali em Paris visitar a Aline, comprei uns discos na Amazon francesa, valendo-me de uma promoção de 4 cds por 20 euros (e frete gratuito para a França) e recheei minha coleção com essas pérolas aqui:

“Les Piqûres d’Araignée”, do Vincent Délerm. terceiro disco do meu cantor francês preferido, menos sombrio que os dois primeiros e irresistivelmente pop. saiu em 2006 e tem minha música preferida dele, “Marine“, e a infecto-contagiosa “Sous les avalanches”, que abre o álbum, é capaz de ficar três dias na minha cabeça:

*

“Blonde comme moi” é o primeiro disco do BB Brunes, um trio que vem sendo chamado de “o Green Day” francês. só se for o Green Day da fase boa, quinze anos atrás. ouvi “Perdus cette nuit” no carro do Hideki, voltando do show do Franz Ferdinand, e achei sensacional:

*

uns meses atrás dei a dica da Virgin Radio Scéne Française, uma rádio online do grupo Virgin que só toca pop francês de primeiríssima qualidade, 24 horas por dia, sem intervalos comerciais. de vez em quando fico deitado na cama, lendo alguma revista e escutando a programação, com um bloco de anotações do lado, e vou anotando o nome das músicas que gosto. numa dessas vezes fui premiado com “Retourne chez elle”, da Ariane Moffatt, uma pérola. munido da boa impressão, ouvi o resto do disco “Tous les sens” (de 2008, apesar de “Retourne chez elle” ser de 2006) na Amazon e me convenci.

*

precisando de um quarto disco para fechar a compra, pensei no “Saturdays = Youth”, do M83, mas como ele é em língua inglesa e teve edição fora da França, foi descartado. acabei por aceitar uma sugestão da Amazon e levei o “Moi en mieux”, da Clarika, pop safra 2009. mês que vem eles devem estar aqui, e veja que legal: os quatro juntos saíram por 44 reais…